Multissetorial/Alocação de Ativos: Os fluxos de fundos divergiram significativamente em agosto: Taiwan e Índia lideraram as compras estrangeiras, enquanto a Coreia enfrentou a maior pressão vendedora
A Goldman Sachs observou que Taiwan e Índia receberam entradas estrangeiras de US$9,5 bi e US$3 bi, respectivamente, em agosto, enquanto a Coreia registrou saídas de US$8,8 bi; após a queda de julho, os fundos de mercados emergentes e asiáticos se recuperaram cerca de 5% em agosto. Espera-se que o rebalanceamento do índice FTSE de setembro gere mais de US$10 bi em fluxos brutos bidirecionais.
Resumo
A Goldman Sachs observou que Taiwan e Índia receberam entradas estrangeiras de US$9,5 bi e US$3 bi, respectivamente, em agosto, enquanto a Coreia registrou saídas de US$8,8 bi; após a queda de julho, os fundos de mercados emergentes e asiáticos se recuperaram cerca de 5% em agosto. Espera-se que o rebalanceamento do índice FTSE de setembro gere mais de US$10 bi em fluxos brutos bidirecionais.
- A Ásia emergente excluindo a China registrou saídas líquidas estrangeiras de US$2,5 bi nesta semana, com US$6,3 bi de saídas da Coreia e US$3,7 bi de entradas em Taiwan.
- Taiwan e Índia registraram entradas estrangeiras de US$9,5 bi e US$3 bi, respectivamente, em agosto, enquanto a Coreia registrou US$8,8 bi de saídas.
- Os fundos de mercados emergentes e asiáticos subiram cerca de 5% em agosto, enquanto os fundos focados na China avançaram 4%.
- Cerca de 60% dos grandes fundos de mercados emergentes e 70% dos fundos asiáticos superaram seus benchmarks, acima da faixa média de 55% a 65% da última década.
- Os fundos GEM receberam US$2,3 bi nesta semana e US$63 bi no acumulado do ano.
- Espera-se que o rebalanceamento FTSE GEIS gere mais de US$10 bi em fluxos brutos bidirecionais e US$3,8 bi em entradas líquidas passivas.
Interpretação do relatório
Visão geral
O relatório acompanha os fluxos para ações globais e de mercados emergentes provenientes de investidores estrangeiros, instituições domésticas, investidores de varejo, Southbound Stock Connect e fundos mútuos. Ele combina esses dados com as posições dos fundos ao fim de julho, o desempenho de agosto e o rebalanceamento do índice FTSE de setembro para avaliar o ambiente de fluxos de fundos no curto prazo. A principal conclusão é que Taiwan e Índia atraíram compras concentradas em agosto, enquanto a Coreia continuou a enfrentar a mais significativa pressão vendedora estrangeira; enquanto isso, os fundos de mercados emergentes e asiáticos se recuperaram de forma acentuada após a queda de julho.
Visões principais
Os fluxos estrangeiros regionais divergiram fortemente em agosto. Taiwan recebeu US$9,5 bi em compras líquidas estrangeiras, a Índia recebeu US$3 bi, enquanto a Coreia registrou US$8,8 bi em saídas líquidas. Na última semana, a Ásia emergente excluindo a China registrou saídas combinadas de US$2,5 bi, impulsionadas principalmente por US$6,3 bi de vendas na Coreia, embora US$3,7 bi de compras em Taiwan tenham compensado parte da pressão. Os mercados emergentes não asiáticos receberam cerca de US$140 mi nesta semana, incluindo US$280 mi de entradas no Brasil e US$130 mi de saídas dos EAU. O capital doméstico sustentou determinados mercados. As compras domésticas em agosto concentraram-se principalmente na Índia, totalizando US$5 bi. Na última semana, as instituições domésticas investiram US$2,5 bi nos mercados asiáticos, incluindo US$1,5 bi na Índia e US$0,7 bi em Taiwan. As instituições domésticas retiraram US$0,1 bi dos mercados emergentes não asiáticos no mesmo período, incluindo US$0,3 bi do Brasil, enquanto os EAU receberam US$0,1 bi. As instituições domésticas indianas compraram um acumulado de US$59 bi em 2026, o maior valor entre os mercados cobertos pelo relatório. Os dados de prazo mais longo ainda mostram pressão estrangeira substancial sobre a Ásia. O relatório afirma que os mercados emergentes excluindo a China recentemente registraram US$124 bi em vendas líquidas estrangeiras, após receberem US$19 bi em compras desde a mínima de abril; a Ásia emergente excluindo a China recentemente registrou US$113 bi em vendas líquidas, após receber US$16 bi em compras desde a mínima de março. No acumulado de 2026, a Ásia emergente excluindo a China registrou saídas estrangeiras acumuladas de US$173,2 bi, incluindo US$109,6 bi da Coreia, US$35,9 bi de Taiwan e US$23,5 bi da Índia. O Japão recebeu US$60,6 bi em entradas, enquanto os fluxos Southbound totalizaram US$47,6 bi. Os mercados emergentes não asiáticos receberam um acumulado de US$5,0 bi em 2026, impulsionados principalmente por US$2,9 bi para o Brasil e US$1,3 bi para a Türkiye. Os fundos globais de ações continuaram a receber subscrições líquidas, mas em ritmo marcadamente mais lento que na semana anterior. Os fundos globais de ações receberam US$9,2 bi nesta semana, abaixo dos US$40,1 bi da semana passada. Entre os mercados desenvolvidos, os fundos dos EUA registraram US$4,4 bi em saídas, a Europa registrou US$0,2 bi em saídas e o Japão recebeu US$2,7 bi em entradas. Nos mercados emergentes, os fundos GEM receberam US$2,3 bi, elevando as entradas acumuladas no ano a US$63 bi, enquanto os fundos da Ásia ex-Japão registraram US$2,0 bi em saídas. Incluindo fundos de país único, os fundos de mercados emergentes receberam um total combinado de US$93,4 bi nas últimas oito semanas, impulsionado principalmente por US$44,2 bi para a China, US$18,3 bi para a Coreia e US$16,6 bi para Taiwan; os fundos GEM receberam US$16,2 bi no mesmo período. O relatório considera que o ritmo anual de compras dos fundos GEM é o mais rápido das últimas duas décadas, enquanto os fundos de mercados emergentes excluindo a China receberam entradas acumuladas de US$27 bi desde 2019. O desempenho dos fundos se recuperou após a queda de julho. Os fundos de mercados emergentes e asiáticos ganharam, em média, cerca de 5% em agosto, enquanto os fundos focados na China subiram 4%. Cerca de 60% dos maiores fundos de mercados emergentes e 70% dos fundos asiáticos superaram seus respectivos benchmarks, acima da faixa média de 55% a 65% da última década. Essas estatísticas utilizam os 200 maiores fundos de mercados emergentes, os 100 maiores fundos asiáticos e os 350 maiores fundos da China selecionados pelos ativos sob gestão mais recentes disponíveis e os comparam, respectivamente, com índices de mercados emergentes, Ásia ex-Japão ou China. Os dados de posições ao fim de julho indicam que a melhora do desempenho dos fundos não implicou alocações consistentes entre os mercados. Em relação a seus benchmarks, os fundos ativos asiáticos estavam mais sobreponderados em China, Singapura e Hong Kong e mais subponderados em Taiwan e Índia. Eles aumentaram a exposição à Coreia em julho, enquanto reduziram a exposição a Taiwan e Indonésia. Os fundos ativos GEM estavam mais sobreponderados em Brasil e México e mais subponderados em Taiwan e Coreia, sendo Taiwan o mercado com a maior redução de exposição tanto no último mês quanto nos últimos três meses. Em nível setorial, os fundos estavam mais sobreponderados em Industriais da China e Energia do Brasil e mais subponderados em hardware de tecnologia e semicondutores do Norte da Ásia, bem como em bancos da China e de Taiwan. A tecnologia de Taiwan registrou os maiores cortes de alocação tanto no último mês quanto nos últimos três meses. A análise de posições baseia-se nos 350 maiores fundos ativos da Ásia ex-Japão e de mercados emergentes em julho de 2026, e relatórios subsequentes dos fundos podem levar a revisões. Os fluxos Southbound registraram entradas líquidas de US$1,2 bi nesta semana, elevando o total acumulado de 2026 para cerca de US$48 bi. As principais compras semanais incluíram Tracker Fund of Hong Kong, Alibaba, Tencent, MiniMax, Yangtze Optical Fibre and Cable, Meituan, Xiaomi, WuXi Biologics, Ping An Insurance e CSOP Hang Seng TECH. As principais vendas incluíram SMIC, de US$156 mi, Kingboard Laminates, de US$133 mi, Hua Hong Semiconductor, de US$121 mi, Zhipu, de US$84 mi, Innovent Biologics, de US$67 mi, Pop Mart, de US$54 mi, ações H da GigaDevice, de US$49 mi, CNOOC, de US$19 mi, e ações H da CIG Shanghai, de US$8 mi. Os títulos com o maior valor de posições Southbound incluíram Tencent, com US$60.637 mi, ações H do China Construction Bank, com US$42.733 mi, ações H do ICBC, com US$34.318 mi, CNOOC, com US$34.082 mi, HSBC Holdings, com US$31.916 mi, China Mobile, com US$29.512 mi, Alibaba, com US$29.051 mi, SMIC, com US$21.696 mi, ações H do Bank of China, com US$20.850 mi, e Xiaomi, com US$17.637 mi. Kingboard Laminates registrou a maior queda na participação Southbound na última semana, recuando 4,5% do free float. Como a Bolsa de Hong Kong não divulga mais compras e vendas agregadas Northbound nem dados de negociação por ação, a análise Northbound agora está limitada principalmente a informações de giro. Os indicadores de varejo e alavancagem sugerem que a volatilidade localizada pode ser amplificada. Os investidores de varejo de Taiwan venderam US$3,8 bi nesta semana, enquanto os fluxos de varejo coreanos foram relativamente moderados. Contudo, os mercados asiáticos ainda receberam entradas acumuladas de varejo de US$65 bi no acumulado do ano. Os ativos sob gestão em ETFs alavancados coreanos subiram para US$24 bi, enquanto os de Taiwan ficaram em cerca de US$13 bi, equivalentes a aproximadamente 0,9% e 0,4% da capitalização de mercado em free float, respectivamente. O relatório observa que os fluxos de rebalanceamento diário podem amplificar a volatilidade intradiária, particularmente na Coreia. O valor absoluto das posições de margem do Norte da Ásia atingiu máxima histórica, embora a proporção em relação à capitalização de mercado em free float permaneça moderada, e as restrições regulatórias e de margem também limitem expansão adicional. A FTSE Russell anunciou os resultados indicativos de sua revisão semestral GEIS após o fechamento do mercado em 21 de agosto. As alterações ainda podem ser revisadas antes de 4 de setembro e serão implementadas após o fechamento do mercado em 18 de setembro. A Goldman Sachs estima que o rebalanceamento gerará mais de US$10 bi em fluxos brutos bidirecionais nos mercados emergentes, incluindo aproximadamente US$3,8 bi em entradas líquidas passivas. As estimativas são de 27 de agosto de 2026 e abrangem ETFs e fundos mútuos que acompanham benchmarks FTSE de mercado amplo e de mercado local; portanto, o resultado final dependerá de revisões nas listas de constituintes do índice e do montante efetivo de ativos que os acompanham.
Estrutura de análise
O relatório primeiro agrega fluxos semanais, mensais e acumulados no ano por investidores estrangeiros, instituições domésticas, investidores de varejo e canais Stock Connect; depois compara subscrições, resgates e desempenho entre fundos de ações globais, GEM, Ásia ex-Japão e de país único. Em seguida, utiliza os dados finais da EPFR para comparar as posições de fundos ativos com seus respectivos benchmarks, identificando sobreponderações, subponderações e mudanças de alocação por país e setor nos últimos um a três meses. Por fim, o relatório combina as alterações indicativas do FTSE GEIS, os ativos acompanhados passivamente e a capitalização de mercado em free float para estimar potenciais fluxos de rebalanceamento, enquanto utiliza ETFs alavancados, saldos de margem e barômetros regionais de risco para avaliar o risco de mercado no curto prazo.
Notas metodológicas
Monitoramento multicanal de fluxos de fundos de ações
O relatório acompanha separadamente entradas e saídas de instituições estrangeiras, instituições domésticas, investidores de varejo, Southbound Stock Connect e fundos ativos e passivos para identificar a direção de negociação de diferentes grupos de investidores e variações entre mercados.
Análise de posições de fundos mútuos relativas ao benchmark
O relatório compara as alocações por país e setor dos fundos ativos com os pesos dos índices correspondentes, usando sobreponderações e subponderações para representar exposições ativas relativas ao benchmark e examinando mudanças ao longo de um e três meses.
Estatísticas de desempenho relativas ao benchmark para uma amostra de grandes fundos
O relatório seleciona os 200 maiores fundos de mercados emergentes, os 100 maiores fundos asiáticos e os 350 maiores fundos da China com base nos ativos sob gestão mais recentes disponíveis, e então calcula seu desempenho médio e a proporção que supera os benchmarks correspondentes.
Estimativas de fluxos passivos para o rebalanceamento do índice FTSE
Com base nos pesos atuais e pós-rebalanceamento do índice, fatores de free float e ativos passivos que acompanham os benchmarks relevantes, o relatório estima as negociações brutas e as entradas líquidas passivas que podem ocorrer em torno da implementação do índice em 18 de setembro.
Análise da alavancagem relativa à capitalização de mercado em free float
O relatório compara os ETFs alavancados e os saldos de margem na Coreia e em Taiwan com a capitalização de mercado em free float para avaliar em que medida as negociações de rebalanceamento diário podem amplificar a volatilidade do mercado.
Mapeamento e comparação de ativos
Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).
- Ações de TaiwanReceberam compras líquidas estrangeiras em agosto e na última semana, mas os investidores de varejo venderam e os fundos ativos permaneceram subponderados e continuaram a reduzir a exposição.
- Pontos fortes
- As entradas estrangeiras totalizaram US$9.5bn em agosto e US$3.7bn nesta semana; as entradas institucionais domésticas totalizaram US$0.7bn nesta semana.
- Pontos fracos
- Investidores de varejo venderam US$3.8bn nesta semana; tanto os fundos asiáticos quanto os GEM estavam subponderados em Taiwan, que registrou as maiores reduções de exposição no último mês e nos últimos três meses.
- Comparação
- Liderou os mercados regionais cobertos pelo relatório em compras estrangeiras durante agosto.
- Riscos
- Os ativos de ETFs alavancados totalizam cerca de US$13bn, equivalentes a aproximadamente 0.4% da capitalização de mercado em free float, e negociações de rebalanceamento podem afetar a volatilidade no curto prazo.
- Ações indianasReceberam suporte de capital estrangeiro e doméstico em agosto, embora os fluxos estrangeiros acumulados em 2026 permaneçam negativos.
- Pontos fortes
- As entradas estrangeiras totalizaram US$3bn e as compras domésticas totalizaram US$5bn em agosto; as instituições domésticas compraram um acumulado de US$59bn em 2026.
- Pontos fracos
- Investidores estrangeiros retiraram um acumulado de US$23.5bn no ano de 2026, e os fundos ativos asiáticos estão subponderados na Índia em relação a seus benchmarks.
- Comparação
- As compras por instituições domésticas foram as mais concentradas entre os mercados asiáticos.
- Riscos
- O relatório não identifica riscos específicos do ativo para a Índia.
- Ações coreanasOs investidores estrangeiros continuaram a vender de forma significativa, embora os fundos asiáticos tenham aumentado sua alocação à Coreia em julho.
- Pontos fortes
- Os fundos asiáticos aumentaram sua exposição à Coreia em relação aos seus benchmarks em julho.
- Pontos fracos
- As saídas estrangeiras totalizaram US$8.8bn em agosto, US$6.3bn nesta semana e US$109.6bn no acumulado de 2026; os fundos GEM permanecem subponderados na Coreia.
- Comparação
- A Coreia enfrentou a maior pressão vendedora estrangeira em agosto, nesta semana e no acumulado de 2026.
- Riscos
- Os ativos de ETFs alavancados totalizam US$24bn, equivalentes a cerca de 0.9% da capitalização de mercado em free float, e o rebalanceamento diário pode amplificar significativamente a volatilidade intradiária.
- Ações de Hong Kong e Southbound Stock ConnectOs investidores da China continental continuaram a realizar compras líquidas de ações listadas em Hong Kong por meio do Southbound Stock Connect.
- Pontos fortes
- As entradas líquidas Southbound totalizaram US$1.2bn nesta semana e cerca de US$48bn no acumulado de 2026; os fundos ativos asiáticos estão sobreponderados em Hong Kong em relação a seus benchmarks.
- Pontos fracos
- Algumas ações de semicondutores, biotecnologia e consumo registraram vendas líquidas Southbound, enquanto a proporção de participação da Kingboard Laminates caiu 4.5 pontos percentuais em uma semana.
- Comparação
- Entre os fluxos asiáticos em 2026, as compras Southbound ficaram atrás apenas das entradas estrangeiras recebidas pelo Japão.
- Riscos
- Os fluxos são altamente concentrados em ações individuais, e mudanças semanais nas posições podem causar divergência significativa.
- Fundos de ações GEMContinuaram a receber entradas e registraram recuperação de desempenho após a queda de julho.
- Pontos fortes
- Receberam US$2.3bn nesta semana e US$63bn no acumulado do ano; o ritmo anual de compras é o mais rápido das últimas duas décadas.
- Pontos fracos
- Estão subponderados em hardware de tecnologia e semicondutores do Norte da Ásia, bem como em bancos da China e de Taiwan, em nível setorial.
- Comparação
- Os fundos GEM receberam entradas nesta semana, enquanto os fundos da Ásia ex-Japão registraram US$2.0bn em saídas.
- Riscos
- Os resultados das posições baseiam-se em dados de reporte de fundos ativos e podem ser revisados à medida que relatórios adicionais forem enviados.
- Ativos constituintes do índice FTSE de mercados emergentesEspera-se que o rebalanceamento semestral de setembro desencadeie negociações de rebalanceamento passivo em larga escala.
- Pontos fortes
- As entradas líquidas passivas são estimadas em US$3.8bn.
- Pontos fracos
- Mais de US$10bn em fluxos brutos bidirecionais significam que diferentes ativos constituintes podem enfrentar simultaneamente compras e vendas substanciais.
- Comparação
- O impacto abrange múltiplos mercados emergentes, em vez de se concentrar em um único país.
- Riscos
- Os resultados indicativos ainda podem ser revisados antes de 4 de setembro, e os fluxos finais também dependerão dos ativos efetivos que acompanham os índices.
Dados principais
- Fluxos estrangeiros em Taiwan em agosto+US$9.5bnMaior compra estrangeira entre os mercados regionais em agosto
- Fluxos estrangeiros na Índia em agosto+US$3bnCompras líquidas estrangeiras em agosto
- Fluxos estrangeiros na Coreia em agosto-US$8.8bnMaior venda estrangeira entre os mercados regionais em agosto
- Fluxos estrangeiros para a Ásia emergente excluindo a China nesta semana-US$2.5bnA Coreia registrou US$6.3bn em saídas, enquanto Taiwan recebeu US$3.7bn em entradas
- Compras domésticas indianas em agosto+US$5bnAs compras domésticas regionais em agosto concentraram-se principalmente na Índia
- Desempenho dos fundos de mercados emergentes e asiáticos em agostoCerca de +5%Recuperação mensal após a queda de julho
- Desempenho dos fundos focados na China em agosto+4%Recuperação mensal após a queda de julho
- Proporção de fundos que superaram seus benchmarksCerca de 60% para mercados emergentes e cerca de 70% para a ÁsiaAcima da faixa média de 55% a 65% da última década
- Entradas semanais em fundos globais de ações+US$9.2bn+US$40.1bn na semana passada
- Entradas semanais em fundos GEM+US$2.3bnEntradas acumuladas no ano de US$63bn
- Entradas em fundos de mercados emergentes nas últimas oito semanasUS$93.4bnChina, Coreia e Taiwan contribuíram com US$44.2bn, US$18.3bn e US$16.6bn, respectivamente
- Entradas semanais Southbound+US$1.2bnCerca de +US$48bn no acumulado de 2026
- Entradas asiáticas de varejo no acumulado do anoUS$65bnInvestidores de varejo de Taiwan venderam US$3.8bn nesta semana
- Ativos de ETFs alavancados do Norte da ÁsiaUS$24bn na Coreia e cerca de US$13bn em TaiwanEquivalente a cerca de 0.9% e 0.4% da capitalização de mercado em free float, respectivamente
- Fluxos brutos bidirecionais estimados do rebalanceamento FTSEMais de US$10bnEntradas líquidas passivas estimadas de US$3.8bn
Impacto e implicações
O relatório argumenta que o ambiente de financiamento de mercados emergentes no curto prazo não pode ser caracterizado por uma única direção. As compras estrangeiras em Taiwan e Índia em agosto, o capital doméstico indiano e as subscrições de fundos GEM fornecem suporte, mas as contínuas saídas estrangeiras substanciais da Coreia, os resgates de fundos da Ásia ex-Japão e as subponderações dos fundos em Taiwan e na tecnologia do Norte da Ásia mostram que a divergência estrutural permanece acentuada. O rebalanceamento FTSE de setembro pode gerar negociações passivas significativas, enquanto a exposição relativamente elevada da Coreia a ETFs alavancados pode tornar a volatilidade intradiária mais sensível.
Riscos
- Os resultados indicativos do rebalanceamento FTSE GEIS ainda podem ser revisados antes de 4 de setembro de 2026, portanto os fluxos passivos estimados não são finais.
- O rebalanceamento diário por ETFs alavancados na Coreia e em Taiwan pode amplificar a volatilidade intradiária, com o relatório destacando especificamente a maior sensibilidade da Coreia.
- As posições dos fundos baseiam-se em dados de reporte de fundos ativos até o fim de julho de 2026 e podem ser revisadas à medida que dados adicionais dos fundos forem enviados.
- A Bolsa de Hong Kong não divulga mais compras e vendas agregadas Northbound nem dados de negociação por ação, limitando a completude da análise de fluxos Northbound.
Pontos a observar
- Monitorar se a lista de rebalanceamento FTSE GEIS será revisada antes de 4 de setembro de 2026.
- Monitorar a implementação das alterações do índice FTSE após o fechamento do mercado em 18 de setembro de 2026 e a esperada negociação bruta bidirecional de mais de US$10bn.
- Acompanhar se as vendas estrangeiras na Coreia continuam e se o rebalanceamento diário por ETFs alavancados amplifica a volatilidade intradiária.
- Acompanhar se as compras estrangeiras em Taiwan persistem e se as vendas de varejo e as reduções de exposição dos fundos ativos diminuem.
- Monitorar os envios subsequentes à EPFR para revisões das conclusões de sobreponderação e subponderação por país e setor no fim de julho.