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Interpretação do relatórioHilo Research

Multi-indústria/Alocação de Ativos: Os mercados offshore de Hong Kong e China impulsionaram ganho semanal de 1% no MXAPJ, enquanto a resiliência dos lucros e a alta potencial de 21% na meta de 12 meses sustentam perspectiva positiva

As ações da Ásia-Pacífico ex Japão continuaram a subir apesar da renovação das saídas estrangeiras e da pressão sobre títulos globais de longa duração, lideradas pelos mercados offshore de Hong Kong e China. A Goldman Sachs também observou crescimento expressivo dos lucros no segundo trimestre e fluxos passivos substanciais do rebalanceamento de índices, e espera que o MXAPJ alcance 1.080 em 12 meses.

InstituiçãoGoldman Sachs
Data20260822
EmpresaÍndice MSCI Asia Pacific ex Japan (MXAPJ) e mercados regionais da Ásia-Pacífico
CódigoMXAPJ
SetorMulti-indústria/Alocação de Ativos

Resumo

As ações da Ásia-Pacífico ex Japão continuaram a subir apesar da renovação das saídas estrangeiras e da pressão sobre títulos globais de longa duração, lideradas pelos mercados offshore de Hong Kong e China. A Goldman Sachs também observou crescimento expressivo dos lucros no segundo trimestre e fluxos passivos substanciais do rebalanceamento de índices, e espera que o MXAPJ alcance 1.080 em 12 meses.

Sem recomendação uniforme de analista; o MXAPJ está atualmente em 891, com meta de 3 meses de 980 implicando alta potencial de 10% e meta de 12 meses de 1.080 implicando alta potencial de 21%.
MXAPJAções da Ásia-PacíficoRecuperação das Ações de Hong KongFluxos de Fundos EstrangeirosRebalanceamento MSCILucros do Segundo TrimestreETFs AlavancadosExportações Asiáticas de TecnologiaPrevisões Entre Classes de Ativos
  • O MXAPJ subiu 1,0% na semana, com Hong Kong avançando 4%, mercados offshore da China subindo 3% e Taiwan caindo 2%.
  • Os mercados emergentes da Ásia-Pacífico, excluindo a China, registraram saídas estrangeiras semanais de US$1,5 bilhão, incluindo US$1,6 bilhão da Coreia.
  • As mudanças nos índices MSCI core e non-core devem gerar mais de US$42 bilhões em negociação passiva bidirecional na Ásia-Pacífico.
  • Os ativos de ETFs alavancados na Coreia e em Taiwan são de aproximadamente US$25 bilhões e US$13 bilhões, respectivamente, mas ambos recentemente registraram saídas por realização de lucros.
  • As 622 empresas que divulgaram resultados cobrem 84% da capitalização de mercado do MXAPJ, com os lucros do CY2Q26 subindo 135% ano a ano e 52% trimestre a trimestre.
  • Os lucros superaram as expectativas em 46% das empresas e ficaram abaixo das expectativas em 26%, com surpresa mediana de lucros de 4,3%.
  • A Goldman Sachs espera que o MXAPJ suba de 891 para 980 em 3 meses e 1.080 em 12 meses.
  • O relatório está sobreponderado em bens de capital excluindo Austrália/China, saúde e hardware de tecnologia e semicondutores, e subponderado em software e serviços, transportes e utilities.

Interpretação do relatório

Visão geral

Este relatório semanal de estratégia para a Ásia-Pacífico integra desempenho de mercado, dados macroeconômicos, posicionamento institucional, mudanças nos índices MSCI, ETFs alavancados, lucros corporativos e previsões entre classes de ativos. Sua visão central é que, apesar da retomada das saídas estrangeiras, da alta dos rendimentos globais de longo prazo e de dados econômicos mais fracos que o esperado em partes da Ásia, as recuperações dos mercados offshore de Hong Kong e China, as exportações resilientes de tecnologia e os fortes lucros do CY2Q26 continuam a sustentar o MXAPJ.

Visões principais

O MXAPJ subiu 1,0% nesta semana, com divergência acentuada entre os mercados regionais: Hong Kong ganhou 4%, os mercados offshore da China ganharam 3% e a Indonésia subiu 2%, enquanto Taiwan caiu 2% e Filipinas e Singapura recuaram 1% cada. Saúde, materiais e energia lideraram, enquanto bens de capital, automóveis, software e bens de consumo básicos ficaram para trás. As moedas asiáticas se fortaleceram, e as exportações coreanas se recuperaram no início de agosto com maior demanda por chips, indicando que as exportações de tecnologia permaneceram resilientes apesar dos preços mais altos do petróleo. O cenário macro foi mais misto: os dados de atividade da China em julho ficaram amplamente abaixo das expectativas, enquanto o PIB do segundo trimestre do Japão decepcionou devido ao consumo e ao investimento de capital fracos. O Bank Indonesia manteve as taxas inalteradas e prorrogou condições preferenciais de hedge cambial, enquanto as atas da reunião do Reserve Bank of India indicaram uma postura de política mais hawkish. Títulos globais de longa duração sofreram vendas em meio a preocupações com política fiscal, inflação, geopolítica e efeito de expulsão decorrente do financiamento de inteligência artificial. O rendimento do Treasury americano de 30 anos subiu ao maior nível desde 2007, e as recompras de Treasuries dos EUA não conseguiram interromper de forma significativa a queda. Os fluxos de fundos não se fortaleceram na mesma medida. Mercados emergentes da Ásia-Pacífico excluindo a China registraram US$1,5 bilhão em saídas estrangeiras semanais, impulsionadas principalmente por US$1,6 bilhão em saídas da Coreia. Dados da Goldman Sachs Prime Services mostraram vendas líquidas modestas por contas Prime globais no acumulado do mês. A Ásia continuou sendo a principal região vendedora após vendas líquidas recordes em julho, embora o ritmo tenha desacelerado um pouco. Japão, Coreia e Taiwan registraram as maiores vendas líquidas, enquanto a China registrou compras líquidas. A alavancagem bruta entre fundos asiáticos fundamentalistas long/short caiu acentuadamente 14,5 pontos percentuais no acumulado do mês, para 181,0%, seu menor nível em mais de um ano e o percentil 43 de seu histórico de cinco anos. A alavancagem líquida permaneceu em 59,3%, correspondendo ao percentil 59 em um ano e ao percentil 82 em cinco anos. A exposição líquida regional foi de 28,5%, uma sobreponderação de 11,7% em relação ao MSCI World. As compras de ações chinesas aumentaram recentemente, mas a exposição líquida permanece próxima de uma mínima de cinco anos. Na Coreia, as vendas long foram 1,5 vez as vendas short, enquanto a exposição líquida caiu para 4,2% e a exposição bruta caiu para 3,2%. Fundos long-only e hedge funds não estavam plenamente alinhados em seu posicionamento. Com base em dados preliminares da EPFR cobrindo aproximadamente 60% dos ativos sob gestão, os fundos asiáticos estavam mais sobreponderados em China, Singapura e Hong Kong, e mais subponderados em Taiwan e Índia. Os fundos de mercados emergentes estavam mais sobreponderados em Brasil e México e mais subponderados em Taiwan. Em julho, tanto os fundos asiáticos quanto os de mercados emergentes aumentaram as alocações à Coreia enquanto reduziram as alocações a Taiwan e China. No nível setorial, hardware de tecnologia e semicondutores coreanos receberam o maior aumento de alocação, enquanto hardware de tecnologia e semicondutores taiwaneses, industriais coreanos e bancos chineses registraram as maiores reduções. Industriais chineses continuaram sendo o setor mais sobreponderado entre os fundos, enquanto hardware de tecnologia e semicondutores taiwaneses e bancos chineses estavam entre as áreas mais notavelmente subponderadas. Esta análise de posicionamento baseia-se em 350 fundos ativos de Ásia-Pacífico ex Japão e mercados emergentes e será revisada à medida que mais fundos reportarem. As mudanças de índices da MSCI, efetivas após o fechamento de 31 de agosto, são um catalisador de fluxos de curto prazo enfatizado no relatório. A Goldman Sachs estima que mudanças non-core envolvendo índices de fatores, ESG e customizados gerarão aproximadamente US$8 bilhões em negociação passiva bidirecional na Ásia-Pacífico. Juntamente com cerca de US$34 bilhões provenientes dos índices core, a negociação total excederá US$42 bilhões. Com base nas estimativas completas, a Ásia-Pacífico e os mercados emergentes globais poderão registrar mais de US$42 bilhões e US$29 bilhões, respectivamente, em negociação bidirecional, além de US$2,2 bilhões e US$0,8 bilhão em entradas passivas líquidas. Dentro da Ásia-Pacífico, espera-se que o Japão receba US$2,2 bilhões em entradas líquidas, a Índia US$1,5 bilhão e Taiwan US$1,1 bilhão. Espera-se que a Coreia registre US$1,1 bilhão em saídas líquidas, a Austrália US$1,0 bilhão e a ASEAN US$0,7 bilhão. Esses resultados implicam que a data de rebalanceamento dos índices poderá afetar significativamente os volumes de negociação e a direção dos fluxos de curto prazo em determinados mercados e ações. Os ETFs alavancados indicam que os mercados coreano e taiwanês mantêm elevada exposição alavancada, mas a demanda incremental é fraca. Os ativos em ETFs alavancados coreanos recuperaram-se para US$25 bilhões após contraírem de um pico de US$53 bilhões para uma mínima de US$16 bilhões. A página de resumo lista sua participação na capitalização de mercado de free float como 1,9%, enquanto o texto do gráfico principal lista 1,8%. A recuperação foi impulsionada principalmente pela valorização dos preços dos ativos, e não por nova demanda de fundos, já que os ETFs relevantes continuaram a registrar saídas moderadas desde o fim de julho. Os ativos de ETFs alavancados taiwaneses permaneceram próximos de uma máxima recorde, em aproximadamente US$13 bilhões, equivalentes a 0,7% da capitalização de mercado de free float, mas as saídas por realização de lucros totalizaram cerca de US$1 bilhão desde agosto. Portanto, níveis elevados de ativos não indicam necessariamente continuidade das compras por impulso. Os lucros corporativos são uma importante base fundamental para a visão positiva do relatório. Um total de 622 empresas divulgou resultados, cobrindo 84% da capitalização de mercado do MXAPJ. Os lucros do CY2Q26 subiram 135% ano a ano e 52% trimestre a trimestre. Os lucros efetivos do CY6M26 já atingiram 51% da previsão para o ano inteiro, à frente do ritmo sazonal histórico. No segundo trimestre, 46% das empresas superaram as expectativas consensuais de lucros e 26% ficaram abaixo, com surpresa mediana de lucros de 4,3%. Singapura e Taiwan tiveram as maiores proporções de empresas superando expectativas, enquanto Austrália e Índia tiveram as menores. A taxa de superação foi relativamente alta em energia, materiais e tecnologia da informação, e menor em imobiliário, serviços de comunicação e saúde. As ações que superaram expectativas de lucros apresentaram desempenho superior ao sugerido pelos padrões históricos, enquanto o desempenho inferior das ações que ficaram abaixo das expectativas também foi mais pronunciado. As ações que superaram expectativas tiveram desempenho particularmente forte na Austrália, ações A da China e Taiwan, enquanto as ações que ficaram abaixo registraram quedas mais significativas na Austrália, Coreia, China continental e Hong Kong. Na alocação estratégica, a Goldman Sachs identifica bens de capital excluindo Austrália/China, saúde e hardware de tecnologia e semicondutores como setores sobreponderados. Bancos da Austrália/China, químicos e outros materiais, energia, automóveis e bens de consumo básicos são neutros, enquanto software e serviços, transportes e utilities são subponderados. Sua trajetória para o índice MXAPJ é 891 atualmente, 980 em 4Q26/3 meses, 1.030 em 1Q27/6 meses e 1.080 em 3Q27/12 meses, correspondendo à alta potencial declarada no relatório de 10% em 3 meses e 21% em 12 meses. Enquanto isso, o Indicador Líder de Revisão de Lucros da Ásia, ERLI, continua a sinalizar revisões positivas de lucros, embora seu ritmo esteja desacelerando. O modelo regional de risco de drawdown, RADaR, indica que o risco de um grande drawdown diminuiu significativamente após a recente correção acentuada do mercado. As previsões de lucros refletem tanto forte crescimento quanto certo grau de cautela. Para o MXAPJ, as previsões top-down da Goldman Sachs indicam crescimento do EPS de 60% em 2026 e 22% em 2027, abaixo das expectativas consensuais de 72% e 24%, respectivamente. Para a Coreia, as previsões consensuais são 338% e 35%, versus previsões da Goldman Sachs de 320% e 35%. Para Taiwan, as previsões consensuais são 57% e 29%, versus previsões da Goldman Sachs de 48% e 30%. Para a China, as previsões consensuais são 18% e 17%, enquanto a Goldman Sachs espera apenas 8% e 12%. A visão otimista para o índice, portanto, não depende de aceitar integralmente as premissas de crescimento de lucros de curto prazo mais otimistas do mercado, mas combina a entrega efetiva de lucros, o crescimento subsequente e uma estrutura de avaliação. As previsões entre classes de ativos fornecem a trajetória macroeconômica que afeta as ações da Ásia-Pacífico. A Goldman Sachs espera que o rendimento americano de 10 anos caia de 4,71% para 4,25% em 12 meses, o rendimento alemão/da zona do euro de 10 anos de 3,26% para 3,00% e o rendimento japonês de 10 anos de 2,87% para 2,30%. Entre as commodities, espera-se que o ouro suba de US$4.633 por onça para US$5.115, enquanto o petróleo WTI deve cair de US$82,1 por barril para US$69 e o Brent de US$93,3 para US$74. As trajetórias das taxas de política divergem: espera-se que a Indonésia suba de 5,75% para 6,25%, a Índia de 5,25% para 5,75%, a Coreia de 2,75% para 3,25% e o Japão de 1,0% para 1,5%. Espera-se que a China caia ligeiramente de 1,4% para 1,3%, os Estados Unidos de 3,75% para 3,5% e a Austrália de 4,35% para 3,6%. Essas previsões formam o pano de fundo macroeconômico para a avaliação do relatório sobre moedas regionais, avaliações e condições de alocação de capital.

Estrutura de análise

O relatório primeiro revisa o desempenho semanal entre mercados, setores, moedas e taxas de juros, depois utiliza dados da Goldman Sachs Prime Services e da EPFR para avaliar mudanças no posicionamento de hedge funds e fundos mútuos. Em seguida, estima fluxos passivos decorrentes das mudanças da MSCI, analisa o tamanho e as fontes de financiamento de ETFs alavancados coreanos e taiwaneses e testa os fundamentos usando resultados corporativos divulgados, surpresas de lucros e reações dos preços das ações. Por fim, combina indicadores de revisão de lucros, avaliações, modelos de risco, alocações setoriais e previsões para ações, taxas de juros, moedas e commodities para formular suas metas para o índice MXAPJ e suas visões estratégicas regionais.

Notas metodológicas

  • Estratégia de Eventos e Finanças ComportamentaisAnálise de Fluxos de Fundos/Posicionamento

    Análise de posicionamento e fluxos de fundos da Prime Services e EPFR

    O relatório utiliza compras e vendas líquidas de contas Prime, alavancagem bruta, alavancagem líquida e exposição regional, juntamente com sobreponderações e subponderações relativas ao benchmark de aproximadamente 350 fundos ativos, para identificar a direção efetiva do posicionamento de diferentes tipos de investidores institucionais na Ásia, China, Coreia e Taiwan.

  • Estratégia de Eventos e Finanças ComportamentaisAnálise Orientada por Eventos

    Estimativa de fluxos passivos a partir do rebalanceamento de índices MSCI

    Com base em pesos dos índices pós-rebalanceamento, índices de free float, tamanhos dos ativos dos fundos e relações de rastreamento passivo, o relatório estima as compras, vendas e entradas ou saídas líquidas potenciais para cada mercado e ação quando as mudanças entrarem em vigor em 31 de agosto. Os índices de free float usam a média das estimativas da Bloomberg, FactSet e Refinitiv, e as estimativas no nível das ações são precificadas em 19 de agosto de 2026.

  • Estratégia de Eventos e Finanças ComportamentaisLacuna de Expectativas/Gestão de Expectativas

    Surpresas de lucros e análise de retorno relativo pós-anúncio

    O relatório compara os lucros efetivos das empresas com as expectativas consensuais e examina o desempenho das ações que superaram e ficaram abaixo das expectativas em relação aos índices locais para avaliar o impacto de precificação das lacunas de expectativa de lucros durante a atual temporada de resultados.

  • Teoria Quantitativa/Fatores/PortfólioAnálise de Fatores de Estilo

    Backtesting de portfólios de fatores de estilo do MXAPJ

    O relatório classifica os constituintes do MXAPJ por cada métrica de fator, seleciona ações nos quartis mais alto e mais baixo para formar portfólios igualmente ponderados e rebalanceia trimestralmente, comparando o desempenho relativo long-short para avaliar a eficácia histórica de diferentes estilos.

  • Métodos de AvaliaçãoAvaliação por PE/PEG

    P/L futuro e comparação com intervalo de dez anos

    O relatório compara os múltiplos P/L futuros do MXAPJ e de seus mercados e setores com seus próprios intervalos de dez anos e com os mercados dos EUA e Europa para avaliar a precificação atual sob perspectivas históricas e entre mercados.

  • Métodos de AvaliaçãoAvaliação por PB

    Comparação de índice preço/valor patrimonial, ROE e z-score de dez anos

    O relatório examina conjuntamente os índices históricos de preço/valor patrimonial, ROE futuro e z-scores de avaliação de dez anos para avaliar se a precificação pelo valor patrimonial entre mercados e setores é consistente com a rentabilidade.

  • Estratégia de Eventos e Finanças ComportamentaisOutros

    Modelo regional de risco de drawdown (RADaR)

    A Goldman Sachs utiliza seu modelo regional de risco de drawdown para acompanhar o risco de uma queda significativa nos mercados da Ásia-Pacífico. O sinal atual indica que o risco de um grande drawdown caiu substancialmente após a recente correção acentuada.

Mapeamento e comparação de ativos

Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).

  • Índice MSCI Asia Pacific ex Japan (MXAPJ)
    A principal exposição regional em ações do relatório, com alta de 1,0% na semana e metas de 980 em 3 meses e 1.080 em 12 meses.
    Pontos fortes
    Os lucros do CY2Q26 subiram 135% ano a ano e 52% trimestre a trimestre, a conclusão dos lucros do primeiro semestre excedeu o ritmo sazonal histórico e o RADaR indica menor risco de drawdown.
    Pontos fracos
    As saídas estrangeiras foram retomadas, os rendimentos de títulos globais de longo prazo subiram e as revisões positivas de lucros continuam, mas em desaceleração.
    Comparação
    O nível atual de 891 implica a alta potencial declarada no relatório de 10% em 3 meses e 21% em 12 meses.
    Riscos
    Preocupações com política fiscal, inflação, geopolítica e efeito de expulsão decorrente do financiamento de inteligência artificial podem continuar elevando as taxas longas e pressionando as avaliações.
  • Ações offshore de Hong Kong e China
    Subiram 4% e 3%, respectivamente, e foram os principais impulsionadores do avanço do MXAPJ nesta semana.
    Pontos fortes
    Hedge funds foram compradores líquidos de ações chinesas no acumulado do mês, com ações A e ações H recebendo entradas; os fluxos southbound são outra fonte de liquidez monitorada pelo relatório.
    Pontos fracos
    Apesar das compras recentes, a exposição líquida a ações chinesas permanece próxima de seu menor nível nos últimos cinco anos, e fundos ativos reduziram suas alocações relativas ao benchmark em julho.
    Comparação
    O desempenho foi significativamente mais forte do que em Taiwan, Filipinas e Singapura.
    Riscos
    Os dados de atividade da China em julho ficaram amplamente abaixo das expectativas, enquanto as alocações dos fundos permanecem baixas.
  • Ações coreanas
    As exportações de tecnologia se recuperaram com uma demanda mais forte por chips, mas o mercado também enfrentou pressão vendedora significativa de investidores estrangeiros e hedge funds.
    Pontos fortes
    Fundos ativos aumentaram as alocações à Coreia em julho, hardware de tecnologia e semicondutores coreanos receberam o maior aumento de alocação setorial e o crescimento projetado dos lucros de 2026 permanece excepcionalmente alto.
    Pontos fracos
    As saídas estrangeiras semanais totalizaram US$1,6 bilhão, a Coreia esteve entre os mercados com maior venda líquida em contas Prime e as vendas long foram 1,5 vez as vendas short.
    Comparação
    Espera-se que as mudanças da MSCI resultem em US$1,1 bilhão de saídas líquidas, enquanto Japão, Índia e Taiwan devem receber entradas líquidas.
    Riscos
    Saídas recentes de ETFs alavancados, reduções de posições institucionais e vendas passivas decorrentes das mudanças de índice podem criar pressão composta.
  • Ações taiwanesas
    Caíram 2% nesta semana, mas devem receber aproximadamente US$1,1 bilhão em entradas passivas líquidas das mudanças da MSCI.
    Pontos fortes
    A proporção de empresas que superaram as expectativas do segundo trimestre foi relativamente alta, enquanto os ativos de ETFs alavancados taiwaneses permaneceram próximos a níveis recordes.
    Pontos fracos
    Fundos ativos reduziram alocações a Taiwan em julho, hardware de tecnologia e semicondutores taiwaneses estavam entre os setores com as maiores reduções de alocação e ETFs alavancados registraram aproximadamente US$1 bilhão em saídas desde agosto.
    Comparação
    Espera-se que Taiwan receba entradas líquidas do rebalanceamento da MSCI, em contraste com as saídas líquidas esperadas da Coreia.
    Riscos
    A elevada exposição alavancada e as saídas por realização de lucros podem aumentar a volatilidade.
  • Ações japonesas
    Embora não esteja incluído no MXAPJ, o Japão é analisado separadamente como um importante mercado de alocação na Ásia-Pacífico e de rebalanceamento da MSCI.
    Pontos fortes
    Espera-se que as mudanças da MSCI gerem a maior entrada passiva líquida entre os mercados da Ásia-Pacífico, de aproximadamente US$2,2 bilhões.
    Pontos fracos
    O PIB do segundo trimestre do Japão ficou abaixo das expectativas devido ao consumo e investimento de capital fracos, enquanto o Japão esteve entre os mercados com maior venda líquida em contas Prime.
    Comparação
    As entradas passivas líquidas esperadas excedem os US$1,5 bilhão da Índia e os US$1,1 bilhão de Taiwan.
    Riscos
    Crescimento econômico mais fraco que o esperado e desalavancagem institucional podem compensar parte das entradas passivas.
  • Ações indianas
    Espera-se que as mudanças da MSCI gerem aproximadamente US$1,5 bilhão em entradas passivas líquidas.
    Pontos fortes
    As entradas passivas esperadas são as segundas maiores na Ásia-Pacífico, depois do Japão.
    Pontos fracos
    Fundos asiáticos estão significativamente subponderados na Índia, e a proporção de empresas que superaram as expectativas do segundo trimestre também foi relativamente baixa.
    Comparação
    As entradas esperadas são maiores que as de Taiwan, mas menores que as do Japão.
    Riscos
    As atas da reunião do Reserve Bank of India indicaram uma mudança hawkish, e o relatório espera que a taxa de política suba de 5,25% para 5,75%.

Dados principais

  • Desempenho semanal do MXAPJ+1.0%Hong Kong subiu 4%, mercados offshore da China subiram 3%, Indonésia subiu 2% e Taiwan caiu 2%.
  • Fluxos estrangeiros para mercados emergentes da Ásia-Pacífico excluindo a China-US$1.5bnSaídas semanais, impulsionadas principalmente por -US$1.6bn da Coreia.
  • Alavancagem bruta de fundos asiáticos fundamentalistas long/short181.0%Queda de 14,5 pontos percentuais no acumulado do mês, seu menor nível em mais de um ano e o percentil 43 de seu histórico de cinco anos.
  • Alavancagem líquida de fundos asiáticos fundamentalistas long/short59.3%No percentil 59 de seu histórico de um ano e no percentil 82 de seu histórico de cinco anos.
  • Exposição líquida da Ásia28.5%Uma sobreponderação de 11,7% em relação ao benchmark MSCI World.
  • Negociação passiva bidirecional MSCI Ásia-PacíficoMais de US$42bnAproximadamente US$34bn dos índices core e outros aproximadamente US$8bn dos índices non-core, incluindo índices de fatores, ESG e customizados.
  • Entradas passivas líquidas MSCI Ásia-Pacífico+US$2.2bnEspera-se que Japão, Índia e Taiwan recebam as maiores entradas líquidas, enquanto Coreia, Austrália e ASEAN devem registrar as maiores saídas líquidas.
  • Ativos de ETFs alavancados coreanosUS$25bnRecuperaram-se de uma mínima de US$16bn; sua participação na capitalização de mercado de free float é listada como 1,9% no resumo e 1,8% no texto principal.
  • Ativos de ETFs alavancados taiwanesesAproximadamente US$13bnPróximos de uma máxima recorde e equivalentes a 0,7% da capitalização de mercado de free float; as saídas desde agosto totalizam aproximadamente US$1bn.
  • Crescimento dos lucros CY2Q26Ano a ano +135%, trimestre a trimestre +52%622 empresas divulgaram resultados, cobrindo 84% da capitalização de mercado do MXAPJ.
  • Surpresas de lucros CY2Q2646% superaram expectativas, 26% ficaram abaixo das expectativasA surpresa mediana de lucros foi de +4,3%.
  • Conclusão dos lucros CY6M2651% da previsão para o ano inteiroÀ frente do ritmo sazonal histórico.
  • Metas para o índice MXAPJ980 em 3 meses; 1,030 em 6 meses; 1,080 em 12 mesesAtualmente em 891, com o relatório indicando alta potencial de 10% em 3 meses e 21% em 12 meses.
  • Previsões de crescimento do EPS do MXAPJ2026E +60%; 2027E +22%Previsões top-down da Goldman Sachs; as expectativas consensuais são +72% e +24%, respectivamente.

Impacto e implicações

O relatório acredita que as ações asiáticas continuam enfrentando pressão de curto prazo decorrente de saídas estrangeiras, rendimentos longos em alta e dados macroeconômicos fracos em alguns mercados, mas as recuperações dos mercados offshore de Hong Kong e China, as exportações resilientes de tecnologia e o progresso dos lucros acima do padrão sazonal oferecem suporte fundamental. As mudanças da MSCI de 31 de agosto poderão ampliar a divergência de negociações e fluxos entre mercados e ações individuais. No médio prazo, as perspectivas de lucros, o modelo de risco e as metas de índice da Goldman Sachs indicam coletivamente maior potencial de alta para o MXAPJ, embora a realização de lucros em ETFs coreanos e taiwaneses altamente alavancados, o ritmo mais lento das revisões positivas de lucros e as diferenças nos fluxos de fundos entre mercados exijam monitoramento contínuo.

Riscos

  • As saídas estrangeiras foram retomadas nos mercados emergentes da Ásia-Pacífico excluindo a China, com a Coreia como principal fonte de saídas nesta semana.
  • Preocupações com política fiscal, inflação, geopolítica e efeito de expulsão decorrente do financiamento de inteligência artificial provocaram uma venda de títulos globais de longa duração, com o rendimento americano de 30 anos atingindo seu maior nível desde 2007.
  • Os dados de atividade da China em julho e o PIB do segundo trimestre do Japão ficaram abaixo das expectativas, indicando pressão contínua sobre o crescimento regional.
  • ETFs alavancados coreanos e taiwaneses registraram recentemente saídas por realização de lucros, e a elevada exposição alavancada pode amplificar a volatilidade.
  • As revisões de lucros asiáticos permanecem positivas, mas o ERLI indica que o ritmo das revisões positivas está desacelerando.
  • A mudança hawkish do Reserve Bank of India e trajetórias divergentes das taxas de política asiáticas podem afetar moedas, avaliações e fluxos transfronteiriços de fundos.

Pontos a observar

  • Monitorar as compras, vendas e o impacto efetivo nas negociações passivas gerados pelas mudanças nos índices MSCI core e non-core após o fechamento de 31 de agosto.
  • Acompanhar se persistem as saídas estrangeiras da Coreia, as compras líquidas de China e as mudanças nas alocações de fundos ativos na Coreia, Taiwan e China.
  • Observar se as saídas por realização de lucros de ETFs alavancados coreanos e taiwaneses se ampliam e se a recuperação dos ativos se traduz em nova demanda genuína.
  • Monitorar o ritmo das revisões positivas de lucros indicado pelo ERLI, as revisões das expectativas consensuais para 2026 e as divulgações subsequentes de lucros.
  • Acompanhar os eventos políticos, reuniões de política e calendário de dados econômicos da Ásia-Pacífico e globais listados no relatório.
  • Observar o impacto das mudanças nos rendimentos de títulos públicos de longo prazo, moedas asiáticas e preços do petróleo sobre as avaliações de ações regionais e as exportações de tecnologia.

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