Global macroeconomic data releases and central bank decisions for August 10–16 — Interpretação do relatório
O relatório antecipa reuniões de bancos centrais e divulgações de dados importantes para 10–16 de agosto. O Goldman Sachs está acima do consenso para a taxa de política do Peru, CPI da China e CPI da Índia, enquanto prevê vendas no varejo básicas mais fracas nos EUA.
Resumo
O relatório antecipa reuniões de bancos centrais e divulgações de dados importantes para 10–16 de agosto. O Goldman Sachs está acima do consenso para a taxa de política do Peru, CPI da China e CPI da Índia, enquanto prevê vendas no varejo básicas mais fracas nos EUA.
- O Goldman Sachs prevê a taxa de referência do Peru em 4.5%, versus consenso de 4.25% e 4.25% anteriormente.
- As previsões para as taxas de política monetária de Noruega, Índia, Austrália, Quênia e Romênia coincidem com o consenso.
- O CPI da China em julho é previsto em 0.9% em relação ao ano anterior e o CPI da Índia em 4.5%, ambos ligeiramente acima do consenso.
- As vendas no varejo básicas dos EUA são previstas para subir 0.2% em relação ao mês anterior, abaixo da previsão de consenso de 0.3%.
- A instituição não identifica outras previsões que divirjam do consenso em pelo menos um desvio-padrão de surpresa histórica.
Interpretação do relatório
Visão geral
A prévia semanal de economia global do Goldman Sachs apresenta suas previsões para decisões programadas de bancos centrais e divulgações macroeconômicas importantes. As principais divergências em relação ao consenso são uma taxa de política mais alta esperada no Peru, inflação ligeiramente mais firme na China e na Índia e vendas no varejo básicas mais fracas nos EUA.
Visões principais
O primeiro foco do relatório é o calendário de bancos centrais da semana. Estão programadas reuniões no Peru, Noruega, Índia, Austrália, Quênia e Romênia. O Goldman Sachs espera que a taxa de referência do banco central do Peru seja 4.5%, acima tanto do consenso Bloomberg quanto da taxa anterior de 4.25%. Suas previsões para a taxa de depósito da Noruega, a taxa de política monetária da Índia, a taxa de caixa da Austrália, a taxa do banco central do Quênia e a taxa de política da Romênia permanecem inalteradas em relação ao consenso e às últimas leituras: 4.25%, 5.25%, 4.35%, 8.75% e 6.5%, respectivamente. O segundo foco são dados de inflação, atividade e consumo nas principais economias. O Goldman Sachs destaca CPI dos EUA, PIB da zona do euro, CPI da China, inflação IPCA do Brasil, CPI da Índia e vendas no varejo básicas dos EUA como divulgações importantes. Suas previsões acima do consenso incluem CPI da China em julho de 0.9% em relação ao ano anterior, contra consenso de 0.8% e 1.0% anteriormente, e CPI da Índia em julho de 4.5%, contra consenso de 4.4% e 4.38% anteriormente. Nos EUA, espera que as vendas no varejo básicas cresçam 0.2% em relação ao mês anterior em julho, abaixo do consenso de 0.3% e do avanço anterior de 0.5%. O calendário detalhado acrescenta mais contexto às previsões. O Goldman Sachs espera que o CPI cheio dos EUA suba 0.05% em relação ao mês anterior e 3.35% em relação ao ano anterior em julho, que o CPI básico suba 0.19% em relação ao mês anterior e fique em 2.47% em relação ao ano anterior, e que o PPI cheio, básico e excluindo alimentos, energia e comércio subam 0.4% em relação ao mês anterior. Prevê vendas no varejo cheias em -0.1% em relação ao mês anterior, contra consenso de 0.1%, enquanto o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan é esperado em 55, contra consenso de 54.5. Em outros lugares, prevê crescimento do PIB da zona do euro no segundo trimestre de 0.4% em relação ao trimestre anterior, PPI da China em -4.0% em relação ao ano anterior, PIB de Singapura em 5.9% em relação ao ano anterior e PIB da Malásia em 5.9% em relação ao ano anterior. O Goldman Sachs afirma não ter outras visões fora do consenso para a semana segundo seu limiar de uma diferença de previsão de pelo menos um desvio-padrão das surpresas históricas. Assim, o calendário enfatiza um conjunto limitado de divergências modestas de previsão, em vez de um amplo conjunto de projeções macroeconômicas incomumente diferenciadas. Também observa que as datas exatas de divulgação de alguns indicadores de mercados emergentes podem ser incertas, pois o cronograma de publicação é determinado, em última instância, pela agência estatística relevante.
Estrutura de análise
O relatório examina reuniões de política monetária e divulgações econômicas programadas, compara as previsões do Goldman Sachs com o consenso Bloomberg e as leituras anteriores, e destaca as maiores diferenças. Ele seleciona divulgações globais-chave principalmente entre dados de inflação, atividade e emprego. Para reuniões de bancos centrais, também estima expectativas de política implícitas pelo mercado a partir de curvas OIS quando disponíveis.
Notas metodológicas
Precificação de bancos centrais implícita pelo mercado a partir de curvas OIS
Para países com uma curva OIS, o Goldman Sachs compara taxas implícitas de contratos que vencem antes e depois da semana para atribuir a diferença à decisão de política esperada. Para o Brasil, usa a página CDIE Bloomberg; países sem uma curva OIS geralmente são excluídos dessa medida.
Pontuação normalizada de divergência em relação ao consenso
O Goldman Sachs mede a diferença entre sua previsão e o consenso Bloomberg em relação ao desvio-padrão histórico das surpresas de dados desde 2000. Isso permite comparação entre indicadores com volatilidade típica diferente; as pontuações são limitadas a mais ou menos 5.
Dados principais
- Taxa de referência do banco central do Peru4.5%Previsão do Goldman Sachs versus consenso de 4.25% e última taxa de 4.25%.
- CPI da China em relação ao ano anterior0.9%Previsão do Goldman Sachs para julho versus consenso de 0.8% e 1.0% anteriormente.
- CPI da Índia em relação ao ano anterior4.5%Previsão do Goldman Sachs para julho versus consenso de 4.4% e 4.38% anteriormente.
- Vendas no varejo básicas dos EUA em relação ao mês anterior0.2%Previsão do Goldman Sachs para julho versus consenso de 0.3% e 0.5% anteriormente.
- CPI cheio dos EUA em relação ao ano anterior3.35%Previsão do Goldman Sachs para julho versus consenso de 3.4% e 3.5% anteriormente.
- PIB da zona do euro em relação ao trimestre anterior0.4%Previsão preliminar para o segundo trimestre, em linha com o consenso e a leitura anterior.
Impacto e implicações
O relatório estrutura a semana em torno de saber se os resultados de política monetária e as principais divulgações de inflação e atividade validam sua previsão relativamente mais alta para a taxa do Peru e suas previsões de CPI da China e da Índia, bem como sua projeção mais fraca para os gastos do consumidor nos EUA. Fora dessas diferenças, o Goldman Sachs vê poucas divergências incomumente grandes em relação às expectativas do consenso.
Riscos
- As datas exatas de divulgação de alguns indicadores de mercados emergentes podem mudar, pois o cronograma de publicação fica a critério da agência relevante.
Pontos a observar
- Decisões de política monetária no Peru, Noruega, Índia, Austrália, Quênia e Romênia.
- Divulgações de CPI, PPI, vendas no varejo e sentimento do consumidor nos EUA.
- Dados de CPI, PPI, financiamento agregado, novos empréstimos em yuan e oferta monetária da China.
- CPI da Índia e PIB do segundo trimestre da zona do euro.
- Se a decisão de política do Peru será superior à expectativa de consenso de 4.25%.