China: O superávit em conta corrente da China no 2T permaneceu sólido, enquanto as reservas cambiais aumentaram
O Goldman Sachs espera que o superávit em conta corrente da China diminua ligeiramente em 2026, mas que a melhora no balanço de pagamentos amplo continue a sustentar o renminbi.
Resumo
O Goldman Sachs espera que o superávit em conta corrente da China diminua ligeiramente em 2026, mas que a melhora no balanço de pagamentos amplo continue a sustentar o renminbi.
- O superávit em conta corrente no 2T de 2026 foi de US$ 195 bilhões, ou 3,7% do PIB; em base ajustada sazonalmente, subiu para 4,2% do PIB.
- As saídas líquidas na conta de capital e financeira desaceleraram; investidores estrangeiros realizaram compras líquidas de US$ 1,2 bilhão no mercado interbancário de títulos no 2T, ante vendas líquidas de US$ 39 bilhões no 1T.
- Os ativos de reserva aumentaram US$ 75 bilhões no 2T, enquanto as reservas cambiais oficiais subiram US$ 35 bilhões em relação ao trimestre anterior, implicando um efeito de avaliação negativo de aproximadamente US$ 40 bilhões.
- Espera-se que o balanço de pagamentos amplo suba de 1,2% do PIB em 2025 para 1,9% em 2026.
Interpretação do relatório
Visão geral
Os dados preliminares do balanço de pagamentos da China para o 2T de 2026 mostram que o superávit em conta corrente permaneceu sólido, as saídas líquidas na conta de capital e financeira diminuíram, e os ativos de reserva continuaram a aumentar. Um superávit maior no comércio de bens e um déficit menor no comércio de serviços compensaram o impacto de maiores saídas em renda e transferências.
Visões principais
Em base não ajustada, o superávit em conta corrente como proporção do PIB recuou marginalmente de 3,8% no 1T para 3,7%, mas subiu de 3,7% para 4,2% em base ajustada sazonalmente. O Goldman Sachs acredita que, embora o superávit no comércio de bens diminua ligeiramente em 2026, um déficit de serviços menor, menores saídas de investimentos de portfólio e uma melhora no balanço de pagamentos amplo sustentarão o renminbi.
Estrutura de análise
Com base nos dados preliminares do balanço de pagamentos da China, a análise decompõe os fluxos da conta corrente e da conta de capital e financeira (incluindo erros e omissões líquidos), investimento direto, investimento de portfólio e fluxos de ativos de reserva, combinando ajuste sazonal e previsões para o ano inteiro para avaliar os balanços externos e os fatores de suporte ao renminbi.
Notas metodológicas
Conta corrente, conta de capital e financeira e variações nos ativos de reserva
Mede as mudanças combinadas no comércio, nos fluxos transfronteiriços de capital e nas reservas oficiais por meio das principais contas do balanço de pagamentos; os fluxos de ativos de reserva excluem variações de avaliação.
Balanço de pagamentos amplo como proporção do PIB
O relatório avalia a conta corrente juntamente com a conta de capital e financeira para mensurar o potencial suporte dos balanços externos à taxa de câmbio.
Mapeamento e comparação de ativos
Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).
- RenminbiA melhora nos balanços externos macroeconômicos fornece suporte à taxa de câmbio
- Pontos fortes
- A conta corrente permanece superavitária, as saídas de capital estão desacelerando, os ativos de reserva estão aumentando e espera-se uma melhora no balanço de pagamentos amplo.
- Pontos fracos
- Espera-se que o superávit no comércio de bens e o superávit geral em conta corrente de 2026 caiam ligeiramente em relação a 2025.
- Comparação
- Espera-se que o balanço de pagamentos amplo como proporção do PIB suba de 1,2% em 2025 para 1,9% em 2026.
- Riscos
- Os fluxos transfronteiriços de investimento de portfólio, mudanças nos preços de energia e de eletrônicos, o desempenho do comércio exterior e a volatilidade na avaliação das reservas podem alterar a avaliação dos balanços externos.
Dados principais
- Superávit em conta corrente no 2T de 2026US$ 195 bilhões; 3,7% do PIB (não ajustado)3,8% do PIB no 1T; 4,2% do PIB no 2T em base ajustada sazonalmente.
- Superávit no comércio de bens no 2T de 2026US$ 279 bilhõesUS$ 247 bilhões no 1T.
- Déficit no comércio de serviços no 2T de 2026US$ 53 bilhõesUS$ 60 bilhões no 1T.
- Saídas líquidas de investimento direto no 2T de 2026US$ 12 bilhõesSaídas líquidas de US$ 9 bilhões no 1T.
- Aumento nos ativos de reserva no 2T de 2026US$ 75 bilhõesUm aumento de US$ 48 bilhões no 1T; esta medida exclui variações de avaliação.
- Previsão de comércio e conta corrente para 2026Superávit no comércio de bens de 4,9% do PIB, superávit em conta corrente de 3,5% do PIB5,4% e 3,7%, respectivamente, em 2025.
- Previsão do balanço de pagamentos amplo para 20261,9% do PIB1,2% do PIB em 2025.
Impacto e implicações
Um sólido superávit em conta corrente, saídas de capital mais lentas e acumulação de reservas indicam forte resiliência nas contas externas da China. Embora se espere que o superávit no comércio de bens diminua ligeiramente no ano inteiro, a melhora no balanço de pagamentos amplo continua sendo a principal base para o Goldman Sachs manter sua visão construtiva sobre o renminbi.
Riscos
- Os dados preliminares do balanço de pagamentos podem ser revisados posteriormente.
- Divulgações detalhadas de investimento de portfólio e outros investimentos aguardam publicação futura.
- Mudanças nos preços de energia e nos preços de eletrônicos relacionados à IA e de equipamentos de energia podem afetar os preços de importação e exportação e o superávit comercial.
- Mudanças nas taxas de câmbio, nos preços dos ativos e nas taxas de juros no exterior podem afetar os fluxos transfronteiriços de capital e as avaliações das reservas cambiais.
Pontos a observar
- Dados detalhados do balanço de pagamentos sobre investimento de portfólio e outros investimentos a serem divulgados até o fim de setembro.
- Mudanças nas compras e vendas líquidas de investidores estrangeiros no mercado interbancário de títulos.
- Tendências no superávit do comércio de bens, no déficit do comércio de serviços e nas saídas em renda e transferências.
- Se o crescimento dos volumes de exportação e importação está alinhado às previsões do Goldman Sachs para 2026 de 7,9% e 4,4%, respectivamente.
- Mudanças subsequentes no balanço de pagamentos amplo e nas reservas cambiais.