Fox Corp (FOXA): A UBS espera que o impulso da Fox em F1Q se combine com publicidade impulsionada pela Copa do Mundo e crescimento mais forte da Tubi.
A UBS eleva suas estimativas para F1Q principalmente pela Tubi e espera EBITDA de US$1.37bn, quase 30% acima do ano anterior. Mantém a classificação Buy e o preço-alvo de US$78, argumentando que a exposição a esportes/notícias, os catalisadores políticos e da Copa do Mundo em F27 e a operação pendente com a Roku sustentam a perspectiva.
Resumo
A UBS eleva suas estimativas para F1Q principalmente pela Tubi e espera EBITDA de US$1.37bn, quase 30% acima do ano anterior. Mantém a classificação Buy e o preço-alvo de US$78, argumentando que a exposição a esportes/notícias, os catalisadores políticos e da Copa do Mundo em F27 e a operação pendente com a Roku sustentam a perspectiva.
- A publicidade total de F1Q deve crescer 35% ano a ano, ou 3% excluindo Copa do Mundo, Tubi e outros itens.
- O EBITDA de F1Q é estimado em US$1.37bn, ante US$1.35bn na projeção anterior da UBS e consenso Visible Alpha de US$1.36bn.
- A estimativa de crescimento da Tubi sobe para 25% ano a ano, de 17%.
- A UBS mantém a previsão de EBITDA anual de US$4.1bn, ante US$3.9bn em F26.
- O preço-alvo de US$78 baseia-se em 7x EBITDA futuro independente e 10x FCF.
Interpretação do relatório
Visão geral
Esta prévia de F1Q avalia o impulso de resultados de curto prazo da Fox Corp e o cenário para F27. A UBS espera que publicidade ligada à Copa do Mundo, melhora da Tubi, ganhos na distribuição por cabo e posteriormente publicidade política sustentem os resultados, mantendo a classificação Buy e o preço-alvo de US$78.
Visões principais
A UBS espera que os resultados de F1Q reflitam o impulso contínuo da fase eliminatória da Copa do Mundo, juntamente com o momentum operacional subjacente. Prevê crescimento de 35% ano a ano na publicidade total, acima de sua estimativa anterior de 32%; excluindo Copa do Mundo, Tubi e outros itens, o crescimento seria de 3%. A receita de distribuição deve crescer 4.8%, ante a previsão anterior da UBS de 4.4% e 5.2% no trimestre anterior. O EBITDA estimado para F1Q é de US$1.37bn, acima dos US$1.35bn da previsão anterior da UBS e do consenso Visible Alpha de US$1.36bn, e quase 30% acima de um ano antes. A principal alteração de estimativas é uma premissa maior para a Tubi. A UBS agora espera crescimento de receita da Tubi de 25% ano a ano, ante 17% anteriormente, após comentários em conferência sugerirem que o trimestre começou em ritmo semelhante ao crescimento de 35% em F4Q. Em Televisão, a UBS espera crescimento de 43% na publicidade em F1Q, ou 7% excluindo Copa do Mundo, política e outros itens. A instituição prevê que o aumento de audiência da Tubi mantenha um crescimento saudável, enquanto a publicidade linear caia 1% na mesma base ajustada. O EBITDA de Televisão é agora estimado em US$657m, ante a estimativa anterior da UBS de US$626m e US$399m um ano antes, com lucros da Copa do Mundo e maior rentabilidade da Tubi ajudando no crescimento ano a ano. Para Redes de Cabo, a UBS espera crescimento de 7.1% na distribuição em F1Q, versus 6.9% em F4Q, em meio a tendências lineares estáveis e ao impulso contínuo de FOX One, embora a perda de assinantes provavelmente tenha aumentado após o torneio. A UBS prevê crescimento de 10% na publicidade por cabo, frente a 8% anteriormente e ao consenso Visible Alpha de 6%, à medida que as comparações de audiência da FOX News melhoram e a inflação de CPM persiste. Os espectadores médios C3 da FOX News caíram 16% ano a ano no acumulado do trimestre, uma melhora frente à queda de 19% no trimestre anterior. Maiores receitas de distribuição e publicidade devem sustentar crescimento de 6% no EBITDA de cabo para US$845m em F1Q, abaixo da estimativa anterior da UBS de US$853m; o consenso é US$818m. A UBS mantém suas premissas anuais praticamente inalteradas. Prevê EBITDA de F27 de US$4.1bn, contra US$3.9bn em F26, apoiado pela fase eliminatória da Copa do Mundo em F1Q, eleições de meio de mandato, moderação das perdas digitais, cronograma de renovações e publicidade mais forte em notícias por cabo. Espera que a receita de afiliadas de TV caia 0.5% antes de as renovações ajudarem o crescimento de 3% em F27. A UBS também acredita que a empresa se beneficiará com o tempo de pacotes enxutos de esportes/notícias. A UBS permanece otimista porque acredita que o foco da Fox em esportes e notícias está bem posicionado e que a melhora subjacente e os ventos favoráveis cíclicos podem gerar resultados acima das estimativas de mercado de curto prazo. Também considera a operação pendente com a Roku positiva no longo prazo para a Fox, por poder acelerar o crescimento da empresa e ampliar a exposição a CTV enquanto a audiência migra do pacote linear para plataformas de streaming. As ações negociam a cerca de 5.5x o EBITDA independente estimado para 2028, ou cerca de 8x em base pro forma da Roku. O preço-alvo da UBS de US$78 utiliza 7x EBITDA futuro independente e 10x FCF.
Estrutura de análise
A UBS constrói uma previsão de resultados para F1Q separando publicidade, distribuição e EBITDA por segmento, comparando as estimativas revisadas às previsões anteriores da UBS e ao consenso Visible Alpha. Em seguida, relaciona as premissas sobre Tubi, programação da Copa do Mundo, FOX One, audiências de notícias e preços ao EBITDA anual, antes de aplicar múltiplos de EBITDA futuro e fluxo de caixa livre para definir o preço-alvo.
Notas metodológicas
Avaliação por múltiplo de EBITDA futuro
A UBS avalia a Fox usando 7x EBITDA futuro independente e também discute os múltiplos de EBITDA independente e pro forma da Roku.
Avaliação por múltiplo de fluxo de caixa livre
A UBS complementa sua estrutura de preço-alvo baseada em EBITDA com múltiplo de 10x FCF e prevê fluxo de caixa livre excluindo itens.
Análise do crescimento publicitário por tendências de audiência e preços de CPM
A UBS relaciona a melhora nas comparações de audiência da FOX News e a inflação persistente de CPM a um crescimento mais forte da publicidade por cabo.
Mapeamento e comparação de ativos
Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).
- Fox Corp (FOXA.US)Empresa principal coberta; a UBS espera que o impulso em publicidade, distribuição e Tubi sustente os resultados de F1Q e F27.
- Pontos fortes
- Foco em esportes e notícias, ventos favoráveis da Copa do Mundo e da publicidade política, crescimento da Tubi, impulso de distribuição da FOX One e melhora da publicidade de notícias por cabo.
- Pontos fracos
- A publicidade linear deve cair 1% excluindo Copa do Mundo, política e outros itens; a receita de afiliadas de TV deve cair 0.5% antes das renovações.
- Comparação
- A previsão de EBITDA de F1Q de US$1.37bn está acima do consenso Visible Alpha de US$1.36bn; a previsão de crescimento de 10% na publicidade por cabo supera o consenso de 6%.
- Riscos
- Ecossistema de TV por assinatura e condições da publicidade televisiva nos EUA, sensibilidade macroeconômica e canibalização de receitas legadas ou pressão sobre margens pela transição para o modelo direto ao consumidor.
Dados principais
- Crescimento da publicidade total em F1Q35% YoYA estimativa anterior da UBS era 32%; 3% excluindo Copa do Mundo, Tubi e outros itens.
- Crescimento da distribuição em F1Q4.8%Ante previsão anterior da UBS de 4.4% e 5.2% no trimestre anterior.
- EBITDA de F1QUS$1.37bnAnte US$1.35bn na previsão anterior da UBS e consenso Visible Alpha de US$1.36bn; crescimento de quase 30% ano a ano.
- Crescimento da Tubi25% YoYElevado da previsão anterior da UBS de 17%; o crescimento em F4Q foi 35%.
- Crescimento da publicidade por cabo10% YoYAnte 8% anteriormente e consenso Visible Alpha de 6%.
- EBITDA de F27US$4.1bnPrevisão da UBS inalterada, ante US$3.9bn em F26.
- Preço-alvoUS$78.00Baseado em 7x EBITDA futuro independente e 10x FCF.
Impacto e implicações
A UBS espera que a combinação de melhora subjacente e catalisadores cíclicos de F27 sustente resultados acima das estimativas de mercado de curto prazo. A instituição vê a operação com a Roku como um aumento da exposição de longo prazo da Fox a CTV, à medida que a audiência passa da televisão linear ao streaming.
Riscos
- A saúde e a sustentabilidade do ecossistema de TV por assinatura dos EUA podem afetar os resultados das redes de mídia.
- A publicidade nos EUA, especialmente a televisiva, é sensível às condições de PIB e de gastos do consumidor.
- Mudanças nas expectativas de crescimento da economia ou do consumidor dos EUA podem afetar as previsões, a classificação e o preço-alvo da UBS.
- A transição para modelos diretos ao consumidor pode canibalizar receitas legadas e pressionar margens.
- A exposição internacional a TV por assinatura e publicidade pode acrescentar risco de conversão cambial.
Pontos a observar
- Crescimento de receita e rentabilidade da Tubi frente à previsão da UBS de 25% ano a ano para F1Q.
- A extensão da contribuição de publicidade e lucros da fase eliminatória da Copa do Mundo em F1Q.
- O benefício de distribuição da FOX One e a perda de assinantes após o torneio.
- Comparações de audiência da FOX News e precificação da publicidade por cabo.
- O cronograma e o impacto nos resultados das eleições de meio de mandato, renovações e da operação pendente com a Roku.