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Interpretação do relatórioHilo Research

Emerging-market equity allocation and market outlook: EM subiu 1.3%, liderado por tecnologia do Norte da Ásia; o posicionamento para a eleição brasileira e a alta dos rendimentos americanos moldam o cenário de curto prazo.

O Goldman Sachs mantém visão construtiva sobre ações selecionadas de mercados emergentes e setores pró-cíclicos, apoiada por revisões de lucros e valuations relativos. O relatório destaca a eleição brasileira de primeiro turno em 4 de outubro e os rendimentos americanos de 10 anos acima de 5% como os principais vetores de curto prazo.

InstituiçãoGoldman Sachs
Data20260925
Setormulti-industry/asset allocation

Resumo

O Goldman Sachs mantém visão construtiva sobre ações selecionadas de mercados emergentes e setores pró-cíclicos, apoiada por revisões de lucros e valuations relativos. O relatório destaca a eleição brasileira de primeiro turno em 4 de outubro e os rendimentos americanos de 10 anos acima de 5% como os principais vetores de curto prazo.

Alocações estratégicas: sobreponderar Taiwan, Coreia, Brasil, África do Sul, Hungria e Grécia; sobreponderar Tech Hardware & Semis, Banks, Capital Goods e Metals & Mining.
Mercados emergentesMSCI EMTecnologia do Norte da ÁsiaEleições do BrasilRendimentos dos Treasuries americanosRevisões de lucrosValuationsFluxos de fundos
  • O MSCI EM ganhou 1.3% na semana, liderado por Coreia (+4%) e Taiwan (+2%).
  • O MXEF negociava a 9.9x de P/E forward, 2.1 desvios-padrão abaixo da média de 10 anos.
  • As ações brasileiras permaneceram mais de 10% acima dos níveis de meados de agosto antes da eleição de 4 de outubro.
  • O rendimento americano de 10 anos subiu 50bp em um mês para 5.18%, um movimento atípico de 2.4 desvios-padrão.
  • O Goldman Sachs mantém sobreponderação em Taiwan, Coreia, Brasil, África do Sul, Hungria e Grécia.

Interpretação do relatório

Visão geral

Esta atualização semanal de estratégia para mercados emergentes analisa desempenho, lucros, valuations, fluxos e preferências de alocação. O Goldman Sachs vê lucros e valuations relativos como suporte para uma postura construtiva em EM selecionados, mas enfatiza a sensibilidade das ações de EM à forte alta dos rendimentos americanos e a possível dispersão eleitoral no Brasil.

Visões principais

O MSCI EM ganhou 1.3% na semana, liderado pelo Norte da Ásia exposto a AI: a Coreia subiu 4% e Taiwan 2%. Em contraste, a Indonésia, sensível a taxas, caiu 4%, e a África do Sul recuou 2% com a alta dos rendimentos de títulos americanos. O relatório caracteriza os retornos de EM no ano como impulsionados por lucros. As estimativas de EPS de EM para 2026 foram revisadas em alta em 0.1% na semana, e os gráficos indicam melhora das revisões de EPS de 2026/2027 no último mês, lideradas pela Coreia. O MXEF negociava a 9.9x de P/E forward, 2.1 desvios-padrão abaixo da média de 10 anos; o Goldman Sachs também observa que os valuations de EM permanecem com desconto em relação às ações americanas, mesmo após ajuste setorial. Os fluxos foram positivos em termos agregados, com US$1.5 billion de entradas institucionais estrangeiras em ações EM. Taiwan recebeu US$1.7 billion e a Índia US$0.4 billion, enquanto a Coreia teve saídas de US$0.5 billion. O relatório observa que fundos mútuos globais seguem muito subponderados em EM, enquanto fundos GEM registraram saídas recentes após terem alcançado antes o ritmo anual de compra mais rápido em duas décadas. Também destaca uma amplitude de mercado estreita: a alta ficou concentrada em AI e tecnologia, embora haja sinais de ampliação, e a parcela de ações acima da média móvel de 200 dias está abaixo da média de cinco anos. O Brasil é o principal foco tático antes do primeiro turno de 4 de outubro. As ações brasileiras mantiveram ganhos de mais de 10% desde meados de agosto, acompanhadas por US$1.8 billion de entradas estrangeiras estáveis, embora segmentos sensíveis a taxas ainda estejam em queda no ano. Ciclos eleitorais históricos sugerem que o MSCI Brazil ganhou normalmente 4-7% em BRL e 6-9% em USD entre o primeiro e o segundo turno; no ciclo de 2022 houve alta de cerca de 10% em BRL e 15% em USD antes de uma reversão posterior. Com base na mediana, energia e setores sensíveis a taxas—utilities, financials e discretionary—lideraram entre os turnos. Após o segundo turno, porém, os resultados eleitorais geraram dispersão significativa: vitórias de candidatos inclinados à direita em 2006 e 2018 coincidiram com altas fortes, enquanto a vitória de candidato inclinado à esquerda em 2022 coincidiu com venda. O relatório observa que a redução da diferença nas pesquisas elevou a volatilidade eleitoral, mas o posicionamento ainda indica interesse dos investidores em alta adicional das ações: o ETF brasileiro EWZ registrou criação líquida de cotas e o interesse em aberto em opções de compra de EWZ e Bovespa permaneceu elevado. A sensibilidade do Brasil às taxas também é central à tese. As ações brasileiras têm a maior correlação negativa com taxas locais entre os mercados EM; historicamente, taxas mais baixas estiveram associadas a ações mais fortes, especialmente títulos domésticos e sensíveis a taxas. Em ciclos anteriores de cortes, ações sensíveis a taxas e expostas ao mercado doméstico superaram o índice em cerca de duas a três vezes, em média. O segundo foco tático é o choque de rendimentos americanos. O rendimento americano de 10 anos atingiu 5.18% durante a semana, recuou modestamente, mas permaneceu acima de 5%. A alta de 50bp no mês anterior foi um movimento de 2.4 desvios-padrão com base em mudanças mensais de dois anos. O Goldman Sachs argumenta que tanto a velocidade quanto o nível dos rendimentos importam para EM: movimentos mensais acentuados de 2 desvios-padrão ou mais tenderam a pesar sobre ações EM, e as correlações foram mais negativas quando o rendimento americano de 10 anos superou aproximadamente 4.5-5%. O relatório ressalva que as ações EM tendem a resistir melhor se o cenário de crescimento global e americano for robusto. Em alocação, o Goldman Sachs enfatiza diversificação e mantém sobreponderação em Taiwan e Coreia, mercados de forte peso tecnológico, e em oportunidades idiossincráticas como Brasil, África do Sul, Hungria e Grécia. Em setores, a estratégia é pró-cíclica e sobrepondera Tech Hardware & Semis, Banks, Capital Goods e Metals & Mining. A tabela setorial mostra expectativas de crescimento de lucros especialmente fortes para Tech Hardware & Semis: crescimento de EPS CY2026E de 241% e de CY2027E de 48%, negociando a 8.7x de P/E NTM. O relatório subpondera Autos & Components, Health Care, Transportation e Software & Services.

Estrutura de análise

O relatório combina monitoramento semanal de desempenho e fluxos, revisões de estimativas de lucros, comparações de valuation forward, estudos históricos de eventos e análise de alocação entre mercados. Avalia o Brasil por retornos de ciclos eleitorais anteriores, liderança setorial, fluxos estrangeiros e posicionamento em opções; e avalia o choque de rendimentos americanos pela magnitude do movimento, correlações históricas entre rendimentos e ações e pelo cenário de crescimento.

Notas metodológicas

  • Métodos de avaliaçãoAvaliação por P/L e PEG

    P/E forward, índices PEG e z-scores de valuation de 10 anos

    O relatório compara valuations de EM e setores usando múltiplos de lucros forward e desvios históricos de valuation para avaliar preços relativos de mercado.

  • Finanças comportamentais e análise de eventosAnálise orientada por eventos

    Desempenho de ciclos eleitorais brasileiros anteriores e dispersão setorial

    O Goldman Sachs compara o comportamento do mercado entre turnos eleitorais e após os resultados para enquadrar o possível impacto do ciclo eleitoral brasileiro atual.

  • OutroOutro

    Análise de sensibilidade a rendimentos e correlação com retornos de ações

    O relatório avalia como a velocidade e o nível das mudanças nos rendimentos americanos e locais se relacionaram historicamente com o desempenho das ações EM e brasileiras.

Mapeamento e comparação de ativos

Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).

  • MSCI EM
    Benchmark central de ações de mercados emergentes, avaliado por desempenho, lucros, valuations, fluxos e amplitude.
    Pontos fortes
    As revisões de lucros melhoraram e os valuations permanecem baixos frente ao histórico e às ações americanas.
    Pontos fracos
    A amplitude de mercado permanece estreita e o desempenho se concentrou em AI e tecnologia.
    Comparação
    Negocia com desconto frente às ações americanas, mesmo com ajuste setorial.
    Riscos
    Altas acentuadas dos rendimentos americanos pesaram historicamente sobre o desempenho de ações EM.
  • Brazil equities / MSCI Brazil / EWZ
    Foco tático de mercado ligado à eleição e à sensibilidade a taxas locais.
    Pontos fortes
    Ganhos de mais de 10% desde meados de agosto, entradas estrangeiras, criação de cotas de ETF e desempenho historicamente favorável em alguns períodos pré-eleitorais.
    Pontos fracos
    Ações sensíveis a taxas ainda caem no ano, apesar da alta recente.
    Comparação
    O Brasil tem a maior correlação negativa com taxas locais entre os mercados EM.
    Riscos
    Os resultados eleitorais geraram historicamente ampla dispersão e reversões após o segundo turno.
  • Taiwan and Korea
    Mercados EM tecnológicos em sobreponderação.
    Pontos fortes
    Lideraram a alta semanal de EM; a Coreia impulsionou revisões recentes de lucros de EM para cima.
    Pontos fracos
    Os fluxos institucionais estrangeiros semanais mostraram saídas da Coreia.
    Comparação
    Ambos são preferidos ao benchmark EM mais amplo na alocação de mercado do Goldman Sachs.
    Riscos
    A concentração de mercado liderada por tecnologia e rendimentos americanos mais altos podem prejudicar o desempenho.

Dados principais

  • Retorno semanal do MSCI EM+1.3%Semana a semana; a Coreia subiu 4% e Taiwan 2%.
  • P/E forward do MXEF9.9x2.1 desvios-padrão abaixo da média de 10 anos.
  • Revisão de EPS EM 2026E+0.1%Semana a semana.
  • Fluxos institucionais estrangeiros para EMUS$1.5bnEntrada semanal, liderada por Taiwan com US$1.7bn e Índia com US$0.4bn.
  • Desempenho das ações brasileiras desde meados de agosto10%+Manteve-se apesar de consolidação semanal modesta; apoiado por US$1.8bn de entradas estrangeiras.
  • Rendimento do Treasury americano de 10 anos5.18%Subiu 50bp em um mês, um movimento de 2.4 desvios-padrão, antes de recuar modestamente.

Impacto e implicações

A postura de alocação do Goldman Sachs favorece mercados selecionados do Norte da Ásia com alta exposição tecnológica e setores pró-cíclicos, onde o momentum de lucros e os valuations relativos são favoráveis. O Brasil oferece oportunidade orientada por evento e uma tese de sensibilidade a taxas locais, mas o relatório enfatiza que os resultados eleitorais podem alterar bruscamente a dispersão de mercado. Um rendimento americano de 10 anos persistentemente elevado ou em rápida alta representa risco amplo para ações EM, a menos que as condições de crescimento permaneçam fortes.

Riscos

  • Uma alta rápida ou sustentada do rendimento americano de 10 anos acima de 4.5-5% foi historicamente associada a correlações mais negativas das ações EM e retornos mais fracos.
  • A disputa eleitoral apertada no Brasil elevou a volatilidade, e os retornos históricos após o segundo turno variaram amplamente conforme o resultado.
  • A amplitude do mercado EM segue estreita, com menos ações acima da média móvel de 200 dias do que a média de cinco anos.

Pontos a observar

  • A eleição brasileira de primeiro turno de 4 de outubro, tendências das pesquisas e posicionamento em opções de compra de EWZ e Bovespa.
  • O nível e a velocidade dos rendimentos dos Treasuries americanos de 10 anos, especialmente se permanecerem acima de 5%.
  • Se o crescimento global e americano permanece robusto o suficiente para compensar o efeito de rendimentos mais altos sobre ações EM.
  • Fluxos institucionais estrangeiros para Taiwan, Índia, Coreia e Brasil.
  • Novas revisões de lucros EM e evidências de que a alta liderada por AI está se ampliando.
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