BYD Co. (002594) — Interpretação do relatório
Após um resultado de 2Q26 em linha, o Goldman Sachs mantém Buy para a BYD. A instituição considera que a capacidade da Blade Battery de segunda geração, a infraestrutura de recarga ultrarrápida e a localização internacional devem restaurar o crescimento e elevar a rentabilidade.
Resumo
Após um resultado de 2Q26 em linha, o Goldman Sachs mantém Buy para a BYD. A instituição considera que a capacidade da Blade Battery de segunda geração, a infraestrutura de recarga ultrarrápida e a localização internacional devem restaurar o crescimento e elevar a rentabilidade.
- O crescimento do volume de veículos em 2H26E deve se recuperar para 30% ano a ano, de -18% em 1H26.
- O volume internacional de 2026E deve crescer 93% para 2.02mn unidades.
- O lucro líquido de 2026E é projetado em Rmb38.2bn, alta de 17% ano a ano, e o fluxo de caixa livre deve passar para Rmb29bn.
- Os preços-alvo DCF de 12 meses inalterados são Rmb137 para as ações A e HK$134 para as ações H.
Interpretação do relatório
Visão geral
O relatório argumenta que o ecossistema de recarga ultrarrápida da BYD, a expansão da capacidade da Blade Battery de segunda geração e a contínua expansão internacional devem apoiar a recuperação de participação doméstica, uma melhor composição de produtos e maior rentabilidade após um resultado de 2Q26 em linha.
Visões principais
O Goldman Sachs reitera Buy para a BYD após um resultado de 2Q26 em linha. A tese central é que a tecnologia de recarga ultrarrápida e o ecossistema associado criam uma forte vantagem competitiva frente aos pares, sustentando tanto a recuperação de participação no mercado doméstico quanto uma expansão internacional sustentável. A instituição espera que o crescimento do volume de veículos se recupere para 30% ano a ano em 2H26E, de -18% em 1H26, impulsionado pela expansão da capacidade da Blade Battery de segunda geração e pelas vendas internacionais contínuas. Espera que a margem operacional melhore para 5.5% em 2H26E, de 4.2% em 1H26, graças ao ganho de escala e à melhor composição de produtos. Para 2026E, o Goldman Sachs projeta crescimento de receita de 10%, principalmente conduzido por crescimento de volume internacional de 93% e maior preço médio de venda. O volume total de vendas é projetado em 4.73mn unidades, alta de 8% ano a ano: as entregas domésticas devem cair 19% em um mercado desafiador, enquanto o volume internacional deve atingir 2.02mn unidades. A margem bruta deve melhorar para 18.9% em 2026E, de 17.7% em 2025, devido à maior participação internacional e ao maior preço médio combinado impulsionado por novos modelos. A despesa de P&D deve se estabilizar em Rmb57bn, ante Rmb58bn em 2025, enquanto uma maior taxa de capitalização deve conter a carga de despesa reportada. O lucro líquido é projetado em Rmb38.2bn, alta de 17% ano a ano ante Rmb32.6bn, e o fluxo de caixa livre deve passar para Rmb29bn, de -Rmb98bn em 2025. As estimativas de lucro para 2026E-30E foram revisadas entre -3% e +3%, pois maiores perdas cambiais e de impairment são parcialmente compensadas por menor despesa de P&D. A tese internacional se apoia em localização e tecnologia. As vendas internacionais mensais estão em 180k-190k unidades, e a meta anual de crescimento internacional da administração é de cerca de 80-90%, a partir de 1mn unidades em 2025. A BYD possui uma fábrica operacional na Indonésia, mira 300k unidades de capacidade no Brasil e espera iniciar a produção na Hungria em novembro-dezembro, inicialmente focada em híbridos plug-in. Embora a fabricação localizada atualmente tenha custo maior que a produção doméstica, o Goldman Sachs destaca economias potenciais de longo prazo ao eliminar aproximadamente Rmb10k por veículo em frete e aproximadamente Rmb40k em tarifas. A BYD também planeja 6,000 estações internacionais de recarga ultrarrápida e é projetada para superar 2.5mn unidades internacionais no próximo ano. O Goldman Sachs espera que os mercados internacionais contribuam com 75% do volume incremental de vendas de veículos em 2026E-30E e que a contribuição de lucro internacional aumente de 64% em 2025 para 88% em 2030E. No mercado doméstico, o relatório vê a expansão da capacidade de baterias e o desenvolvimento da rede de recarga apoiando ganhos de participação apesar da concorrência mais intensa. A BYD mira 20k estações de recarga ultrarrápida na China neste ano, 50k em 2027 e 90k em 2028, partindo de 10k atualmente. A meta é permitir capacidade de recarga ultrarrápida em todos os modelos BEV no próximo ano. Mantém uma meta de longo prazo de 25% de participação no mercado doméstico de veículos de passageiros, e o Goldman Sachs espera que marcas premium como Denza, Fangchengbao e Yangwang melhorem a composição, o preço médio de venda e a rentabilidade. A instituição vê visibilidade para a penetração doméstica de NEV alcançar 80%-90% e atribui as perspectivas de liderança doméstica da BYD ao investimento sustentado em P&D e à profundidade de seu ecossistema. O relatório também identifica armazenamento de energia, infraestrutura de AI, direção autônoma e robótica humanoide como áreas de diversificação estratégica. Os embarques de armazenamento de energia são projetados em 60-70GWh neste ano, ante 40-50GWh no ano passado, impulsionados em grande parte pela demanda de data centers. A BYD está investindo em algoritmos próprios e externos e em ecossistemas de chips antes das regulações L3, e vê a robótica humanoide como uma futura área de crescimento que pode aproveitar dados automotivos e P&D do grupo. As condições do balanço melhoraram em 2Q26: a BYD passou para Rmb11.4bn de caixa líquida, de Rmb6.3bn de dívida líquida em 1Q26, enquanto a parcela circulante da dívida de longo prazo caiu para Rmb41bn, de Rmb70bn. O Goldman Sachs espera menor capex após a fase anterior de expansão, com investimentos focados em baterias de próxima geração e redes de recarga. A rentabilidade internacional por unidade supera Rmb20k por veículo, excluindo efeitos cambiais. A instituição avalia as ações com um DCF de 12 meses, WACC de 10.8% e taxa de crescimento terminal de 2.0%, aplicando um desconto de 10% à ação H; mantém os preços-alvo de Rmb137 e HK$134.
Estrutura de análise
O Goldman Sachs combina a revisão do desempenho de 2Q26 com previsões de volume, margem, fluxo de caixa e balanço. Avalia a recuperação de participação doméstica por meio da capacidade de baterias, implantação da rede de recarga e composição de produtos, e o crescimento internacional por meio de momento de vendas, capacidade localizada e economia de logística e tarifas. Os preços-alvo usam um framework DCF de 12 meses.
Notas metodológicas
Valoração DCF de 12 meses usando WACC de 10.8% e taxa de crescimento terminal de 2.0%, com desconto de 10% aplicado à ação H.
O relatório desconta fluxos de caixa futuros projetados para derivar os preços-alvo das ações A e H; o desconto da ação H reflete o tratamento de valoração declarado.
Previsão de receita e rentabilidade por meio de volumes de veículos, composição internacional e preços médios de venda.
O relatório vincula os volumes de vendas e os maiores preços médios de venda, especialmente de mercados internacionais e modelos premium, ao crescimento de receita e à melhora da margem bruta.
Mapeamento e comparação de ativos
Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).
- BYD Co. (A) (002594.SZ)Principal ação A coberta; espera-se que se beneficie da liderança em recarga ultrarrápida, recuperação de volumes e expansão internacional.
- Pontos fortes
- Expansão da capacidade da Blade Battery de segunda geração, ecossistema de recarga, composição de produtos premium e crescimento internacional.
- Pontos fracos
- As entregas domésticas são projetadas em queda de 19% em 2026E em um mercado desafiador.
- Comparação
- O Goldman Sachs vê o ecossistema de recarga ultrarrápida da BYD como uma forte vantagem competitiva frente aos pares.
- Riscos
- Concorrência mais intensa em EV, expansão internacional mais lenta e menores vendas externas de baterias.
- BYD Co. (H) (1211.HK)Principal ação H coberta; vinculada à mesma tese de recuperação operacional e crescimento internacional.
- Pontos fortes
- Exposição ao ecossistema tecnológico, estratégia de localização e expansão do lucro internacional da BYD.
- Pontos fracos
- O preço-alvo DCF aplica um desconto de 10% à ação H.
- Comparação
- No método DCF do relatório, aplica-se um desconto de valoração de 10% frente à ação A.
- Riscos
- Concorrência mais intensa em EV, expansão internacional mais lenta e menores vendas externas de baterias.
Dados principais
- Crescimento do volume de veículos em 2H26E+30% yoyRecuperação esperada de -18% yoy em 1H26.
- Vendas totais de veículos em 2026E4.73mn units+8% ano a ano; entregas domésticas projetadas em -19% e volume internacional em 2.02mn units, +93% ano a ano.
- Margem bruta em 2026E18.9%Ante 17.7% em 2025, apoiada pela composição internacional e maior preço médio combinado.
- Lucro líquido em 2026ERmb38.2bn+17% ano a ano, ante Rmb32.6bn em 2025.
- Fluxo de caixa livre em 2026ERmb29bnAnte -Rmb98bn em 2025.
- Caixa líquida em 2Q26Rmb11.4bnAnte Rmb6.3bn de dívida líquida em 1Q26.
- Premissas de DCFWACC 10.8%; terminal growth rate 2.0%Usadas para os preços-alvo de 12 meses mantidos.
Impacto e implicações
O Goldman Sachs considera que recarga ultrarrápida, premiumização e localização internacional podem deslocar a composição de crescimento e lucro da BYD para mercados internacionais de maior margem, ao mesmo tempo em que sustentam a competitividade doméstica. Espera que essa combinação melhore volumes, margens, fluxo de caixa livre e a contribuição de lucro internacional de longo prazo.
Riscos
- A intensificação da concorrência em veículos elétricos pode pressionar a participação de mercado e a rentabilidade da BYD.
- A expansão internacional pode avançar mais lentamente que o esperado.
- As vendas externas de baterias podem ser inferiores ao esperado.
Pontos a observar
- O ritmo de expansão da capacidade da Blade Battery de segunda geração e da implantação de estações de recarga ultrarrápida.
- A recuperação de volumes domésticos, a composição das marcas premium e a evolução da margem operacional em 3Q26 e 4Q26.
- O momento das vendas internacionais, o progresso de localização na Indonésia, no Brasil e na Hungria, e a rentabilidade internacional por unidade.
- O progresso dos embarques de armazenamento de energia rumo à meta de 60-70GWh.