European building materials and construction — Interpretação do relatório
O Construction Pulse de agosto da JPMorgan registra alta de preços de 8.94% desde meados de dezembro de 2025 e melhora geral dos indicadores antecedentes de construção. Contudo, os custos de insumos energéticos estão 22% acima da média de 2025 no acumulado do ano, implicando um vento contrário médio de 15% para os lucros setoriais de 2026E sob as premissas do relatório.
Resumo
O Construction Pulse de agosto da JPMorgan registra alta de preços de 8.94% desde meados de dezembro de 2025 e melhora geral dos indicadores antecedentes de construção. Contudo, os custos de insumos energéticos estão 22% acima da média de 2025 no acumulado do ano, implicando um vento contrário médio de 15% para os lucros setoriais de 2026E sob as premissas do relatório.
- Os preços subiram 8.94% desde meados de dezembro de 2025; 225 de mais de 300 produtos acompanhados tiveram mudanças de preço.
- Os custos de insumos energéticos de agosto subiram 5.6% em relação a julho e ficaram 22% acima dos níveis de FY25 na média acumulada do ano.
- Os índices de custo das empresas subiram em média 5% em agosto ante julho e cerca de 18% no acumulado de 2026 ante a média de 2025.
- A JPMorgan estima que as tendências de custo acumuladas de 2026 podem representar um vento contrário médio de 15% para os lucros do setor.
- Permissões, Dodge Momentum e vários indicadores europeus de pedidos melhoraram, embora os inícios de moradias e as vendas de casas novas nos Estados Unidos tenham enfraquecido.
Interpretação do relatório
Visão geral
Esta edição de agosto do Construction Pulse da JPMorgan acompanha o setor de materiais de construção por meio de indicadores de preço, custo e volume. O relatório apresenta um ambiente operacional misto: os preços permanecem fortes e diversos indicadores de demanda por construção melhoram, mas a inflação de energia e matérias-primas está se tornando uma pressão relevante sobre os lucros.
Visões principais
O rastreador de preços da JPMorgan, reiniciado em meados de dezembro de 2025, mostra aumento acumulado de preços de 8.94%, ante 9.67% na edição mensal anterior. O rastreador cobre mais de 300 produtos de materiais de construção na França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, incluindo isolamento, cimento, selantes, adesivos e produtos sanitários. Dos 300 produtos monitorados, 225 tiveram mudanças de preço. O relatório observa que não houve novos anúncios de preços desde a edição anterior, mas os dados acumulados indicam que o momentum de preços permaneceu positivo no setor. Os custos subiram de forma material em agosto. A JPMorgan calcula que os custos de insumos energéticos aumentaram 5.6% em relação a julho, principalmente devido à alta mensal de gás natural, eletricidade e petróleo. No acumulado de 2026, os custos de insumos energéticos ficaram 22% acima das médias de FY25. A tabela mensal mostra variações de agosto de 15% para gás natural, 14% para eletricidade e 5% para petróleo, enquanto MDI subiu 6% e aço caiu 1%. Os índices de custo das empresas mostram tendência semelhante: a média setorial subiu 5% em agosto ante julho e aproximadamente 18% no acumulado de 2026 ante a média de 2025. A alta acumulada de 2026 variou de 3% para Saint-Gobain a 27% para Sika na comparação de índices empresariais. O relatório transforma esses movimentos de insumos em sensibilidade de lucros usando divisões estimadas de custos de energia e matérias-primas por empresa. Para 2026E, aplica as tendências de 2026 frente a 2025, pressupõe custos de matérias-primas estáveis em relação ao ano anterior, preços de cimento em alta de um percentual médio de um dígito e nenhuma outra alteração de preços. Quando há atraso nos dados, utiliza carvão como proxy para petcoke e petróleo como proxy para asfalto líquido; aço e MDI são calculados como médias de China, Estados Unidos e Europa. Com essas premissas, a JPMorgan estima que os custos representariam um vento contrário de 15% para os lucros, em média no setor. Os indicadores de demanda trazem uma perspectiva de volumes mais favorável, porém desigual. Nos Estados Unidos, as permissões de habitação subiram 4% em relação ao mês anterior e 2% em relação ao ano anterior em julho; o Dodge Momentum Index avançou 7% e 4%, respectivamente; o índice NAHB subiu 1 ponto em relação ao mês anterior e 3 pontos em relação ao ano anterior; e as vendas de imóveis existentes cresceram 1% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, os inícios de moradias caíram 12% em relação ao mês anterior e 13% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas de moradias novas caíram 10% e 6%, respectivamente. As taxas hipotecárias estavam em 6.7% em agosto, sem mudança em relação ao mês anterior e acima de 6.6% um ano antes. Os indicadores europeus também mostram melhora seletiva. As permissões residenciais francesas cresceram 7% em relação ao mês anterior em julho, mas caíram 12% em relação ao ano anterior; os inícios residenciais subiram 5% e 29%, respectivamente. Na Alemanha, os pedidos de construção residencial de junho avançaram 12% em relação ao mês anterior e 5% em relação ao ano anterior; os pedidos não residenciais subiram 7% e 3%, respectivamente; e os pedidos de construção civil cresceram 4% e 18%. O relatório também registra PMI de construção da Zona do Euro de 44.3 em julho, acima de 42.8 em junho, mas ainda abaixo de 50, além de indicadores mistos no Reino Unido, incluindo aprovações hipotecárias 4% menores em relação ao mês anterior e 15% menores em relação ao ano anterior.
Estrutura de análise
A JPMorgan acompanha três vetores setoriais: preço, custo e volumes. Ela rastreia anúncios de preço em nível de produto, agrega preços de mercado de energia e matérias-primas em índices de custo das empresas, aplica divisões estimadas de custos para calcular a sensibilidade dos lucros e revisa indicadores regionais de habitação, pedidos de construção e confiança como sinais antecedentes de volume.
Notas metodológicas
Acompanhamento de preço, custo e volume
O relatório separa as condições do setor entre preços de produtos, custos de insumos e indicadores de volume de construção para avaliar as condições operacionais das empresas de materiais de construção.
Sensibilidade dos custos de insumos aos lucros
A JPMorgan usa divisões de custos de energia e matérias-primas por empresa e premissas de custos para estimar como a inflação de custos a montante pode afetar EBITDA e lucros de 2026E.
Mapeamento e comparação de ativos
Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).
- Buzzi (BZU.MI)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 22%.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
- CRH Plc (CRH)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 16%.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
- Heidelberg Materials (HEIG.DE)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 22%.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
- Holcim Ltd (HOLN.S)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 22%.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
- Kingspan (KSP.I)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 5%.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
- Rockwool (ROCKb.CO)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 22%.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
- Saint-Gobain (SGOB.PA)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 3%.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
- Sika (SIKA.S)Empresa de materiais de construção coberta e incluída na análise de índice de custos e sensibilidade de lucros.
- Comparação
- Sua alta no índice de custos acumulado de 2026 foi reportada em 27%, a maior entre as empresas listadas.
- Riscos
- Custos mais altos de energia e matérias-primas.
Dados principais
- Variação acumulada de preços+8.94%Desde o reinício do rastreador de preços em meados de dezembro de 2025; 225 de mais de 300 produtos acompanhados tiveram mudanças de preço.
- Custos de insumos energéticos+22%Média acumulada de 2026 em relação aos níveis de FY25.
- Custos de insumos energéticos de agosto+5.6%Variação em relação a julho, impulsionada por gás natural, eletricidade e petróleo.
- Índice médio de custos das empresas+5%Agosto em relação a julho; aproximadamente +18% no acumulado de 2026 em relação à média de 2025.
- Vento contrário implícito de custos para os lucros setoriais15%Impacto médio sobre os lucros segundo as premissas da JPMorgan para 2026.
- Permissões de habitação nos Estados Unidos+4% m/m, +2% y/yJulho de 2026.
- Pedidos de construção residencial na Alemanha+12% m/m, +5% y/yJunho de 2026.
Impacto e implicações
O relatório indica que os preços setoriais continuam favoráveis, enquanto a melhora em permissões, pedidos de construção e determinados indicadores de atividade pode apoiar os volumes. Ao mesmo tempo, a dimensão da inflação de energia e matérias-primas implica que o repasse de custos e a exposição de cada empresa aos insumos serão fatores centrais para as perspectivas de lucros de 2026.
Riscos
- A inflação de energia e matérias-primas pode representar um vento contrário médio de 15% para os lucros setoriais de 2026E sob as premissas do relatório.
- Os inícios de moradias e as vendas de moradias novas nos Estados Unidos caíram acentuadamente em julho, apesar da melhora de vários indicadores antecedentes americanos.
- As permissões francesas continuaram em queda anual, e o PMI de construção da Zona do Euro permaneceu abaixo de 50 em julho.
Pontos a observar
- Novos anúncios de preços de materiais de construção e se o momentum acumulado de preços pode compensar os custos mais altos.
- Movimentos mensais em gás natural, eletricidade, petróleo, MDI, aço e outros insumos materiais.
- Permissões, inícios de moradias, vendas de moradias novas, Dodge Momentum e taxas hipotecárias dos Estados Unidos.
- Atividade residencial francesa e pedidos de construção residencial, não residencial e civil na Alemanha.