China equity portfolio strategy amid policy and macro developments: Goldman Sachs prefere ações A chinesas com o retorno dos riscos de política e macroeconomia ao foco
A Goldman Sachs argumenta que as ações chinesas oferecem diversificação e oportunidades seletivas de alfa à medida que o foco migra do impulso da IA para petróleo, juros, RMB e política. A instituição prefere ações A a ações H offshore, preservando exposição a IA doméstica, retornos aos acionistas e temas não ligados à IA.
Resumo
A Goldman Sachs argumenta que as ações chinesas oferecem diversificação e oportunidades seletivas de alfa à medida que o foco migra do impulso da IA para petróleo, juros, RMB e política. A instituição prefere ações A a ações H offshore, preservando exposição a IA doméstica, retornos aos acionistas e temas não ligados à IA.
- O rendimento do título soberano chinês de 10 anos permanece perto da mínima histórica de 1.7%, mantendo elevado o prêmio de risco das ações A.
- O relatório prevê que USDCNY caia de 6.7 para 6.4 em 12 meses.
- Os lucros das empresas chinesas de IA cresceram 40% ano a ano em 1H26, ante 7% para empresas sem IA.
- A Goldman Sachs mantém Overweight para ações A chinesas e Marketweight para ações H offshore.
Interpretação do relatório
Visão geral
Este relatório de estratégia de portfólio reavalia as ações chinesas enquanto a atenção dos investidores se desloca da IA para juros globais, petróleo, RMB, política doméstica e eventos políticos entre Estados Unidos e China. A Goldman Sachs considera que o ambiente macroeconômico e de juros relativamente independente da China, somado ao suporte de lucros e avaliação, favorece a diversificação para ações A e temas seletivos de alfa em vez de concentração em IA Hard Tech.
Visões principais
A Goldman Sachs afirma que a IA dominou o foco das ações globais e chinesas durante a maior parte de 2026, mas a atenção passou para política e macroeconomia devido à retomada das tensões no Oriente Médio, aos rendimentos globais mais altos, à política do Fed, aos acontecimentos chineses e ao calendário político do fim de setembro. A instituição reitera um viés de diversificação para fora de IA Hard Tech e destaca ações A, IA chinesa doméstica em relação a exportadores de IA, oportunidades não ligadas à IA, Shareholder Returns e estratégia de IPO como ideias de geração de alfa em um mercado de beta moderado. O petróleo voltou a ficar acima de US$100/bbl após girar perto de US$80/bbl. Embora persistam interrupções no Golfo Pérsico, os estrategistas de commodities estimam que os fluxos diários pelo estreito de Ormuz e dos países do Golfo estejam em aproximadamente 40% e dois terços dos níveis pré-guerra. Isso sustenta a visão de que Brent deve se estabilizar próximo de US$85/bbl no fim do ano, mesmo se as tensões se estenderem até 2027. A China seria relativamente resiliente por diversificação geográfica e energética, reservas, compensação fiscal e capacidade de refino; suas ações têm beta de retorno ao petróleo inferior ao dos pares globais. Os rendimentos globais de títulos estão elevados por inflação, preocupações fiscais e possível efeito de deslocamento do capex de IA. Após CPI/PCE de agosto mais firmes do que o esperado, os economistas da Goldman Sachs acrescentaram uma alta de 25bp na reunião de setembro do FOMC ao cenário-base. O relatório argumenta que a velocidade da alta das taxas reais importa mais que o nível das taxas. Com a taxa neutra dos EUA ainda possivelmente rumo a 3%, melhora projetada de crescimento e inflação no médio prazo, menor duração acionária offshore chinesa e preços abaixo do valor justo, uma alta em setembro não deveria ser obstáculo relevante. O rendimento do título soberano chinês de 10 anos, em 1.7%, está perto de mínimas históricas e implica prêmio de risco das ações A na faixa alta do intervalo recente. O modelo top-down, que usa crescimento nominal do PIB, taxas chinesas e americanas, financiamento agregado chinês, atividade global, P/E do S&P 500 e USDCNY, aponta P/E forward de equilíbrio de cerca de 12x. O RMB se apreciou 4.1% contra o dólar e 3.6% em base ponderada pelo comércio no ano. A equipe de FX prevê queda de USDCNY de 6.7 para 6.4 nos próximos 12 meses, apoiada por exportações chinesas, que cresceram 14.6% ano a ano nos primeiros oito meses, e pela ênfase na internacionalização do RMB. Um RMB mais forte pode gerar perdas de tradução e transação para exportadores, mas ganho de participação, diversificação de produtos e geográfica e aumento de valor agregado devem mais do que compensar; os lucros dos exportadores chineses cresceram 80% ano a ano em 1H26. A Goldman Sachs mantém Going Global como tema estrutural, distinguindo empresas beneficiadas e prejudicadas pelo RMB mais forte. A eliminação gradual do modelo de pré-venda imobiliária pode alongar o ciclo de conversão de caixa das incorporadoras, acelerar a consolidação e pressionar as finanças locais, mas apoiar a qualidade dos ativos bancários. A recapitalização de bancos e seguradoras em US$54bn deve reforçar colchões financeiros e o impulso de crescimento. Por outro lado, preocupações com saída de capital e tributação sob Announcement #21 podem enfraquecer no curto prazo o sentimento para ativos offshore ligados a capital chinês, incluindo incorporadoras e seguradoras de Hong Kong, jogos em Macau e empresas privadas chinesas listadas offshore. Sobre uma possível reunião Trump-Xi em 24 de setembro, participantes do mercado esperam clareza sobre comércio e investimento bilaterais, regulação de IA, cibersegurança e geopolítica, mas têm baixa convicção em grandes avanços. Em 19 episódios desde 2017, as ações chinesas offshore ficaram majoritariamente laterais antes de reuniões ou chamadas e depois ganharam, em média, 2% e 4% nos 1 e 3 meses seguintes. Contudo, como as tensões implícitas pelo mercado são moderadas segundo o barômetro de relações EUA-China, a Goldman Sachs acredita que catalisadores macroeconômicos e empresariais têm maior probabilidade de gerar alta no curto prazo. O cenário atual se assemelha ao pivô de política de setembro de 2024 por crescimento mais lento, demanda doméstica fraca e dificuldades imobiliárias, mas a urgência de novo grande estímulo é menor. O crescimento de lucros corporativos foi o mais rápido em 2Q26 desde 2021, exportações e superávit comercial crescem, e CSI 300 está 42% acima da mínima local de setembro de 2024. Em comparação com então, o P/E forward de 12 meses é 10.2x contra 8.4x, o rendimento americano de 10 anos é 5.0% contra 3.7%, o rendimento chinês de 10 anos é 1.7% contra 2.1% e o crescimento das exportações é 25.0% contra 8.6%. Ainda assim, seriam necessários maior emissão governamental, execução de projetos planejados e apoio ao consumo e à rede de proteção social para atingir o objetivo de crescimento do PIB de cerca de 4.5% em 2026. A velocidade de preço das ações de IA desacelerou após a venda ampla de julho, mas a IA continua transformadora para os lucros. Empresas chinesas de IA elevaram lucros em 40% ano a ano em 1H26, contra 7% para empresas não ligadas à IA, e os lucros relacionados à IA representam 23% do conjunto de lucros das listadas chinesas. Investidores seguem confortáveis em manter os vencedores do primeiro semestre, enquanto fundos mútuos onshore e financiamento de margem continuam concentrados em IA Hard Tech. A Goldman Sachs favorece IA doméstica chinesa ligada à autossuficiência tecnológica, com hedge via exportadores chineses de IA; empresas domésticas de IA superaram exportadores desde junho. Internet offshore oferece exposição a aplicações de IA com menor risco de concentração, mas investidores não querem pagar pela opcionalidade de alta da IA até que plataformas recuperem rentabilidade central, fluxo de caixa positivo ou um roteiro claro de monetização. Como o crescimento de lucros é o principal diferencial de retorno em ambiente de juros altos, a Goldman Sachs prefere ações A com Overweight a ações H offshore com Marketweight. Para investidores com acesso por swaps, os spreads de financiamento de CSI 300 e CSI 1000 estão em máximas históricas. O domínio da IA mascarou ampla oportunidade de alfa fora desse universo. Shareholder Returns foi um vencedor discreto, especialmente em termos de índice de Sharpe, apoiado por dividendos recordes, recompras com cancelamento de ações e fortes fluxos Southbound desde 2Q. Saúde e materiais atraíram interesse por exposições adjacentes à IA e beta baixo para a operação de IA. O mercado de IPO de Hong Kong e China, com mais de 200 novas empresas e US$77bn captados no ano, é outra fonte de retornos idiossincráticos, embora a participação tática deva focar características associadas a retornos positivos pós-listagem.
Estrutura de análise
A Goldman Sachs parte dos choques macro globais e da resiliência relativa da China, analisa a transmissão de juros, câmbio e política, e compara a situação atual com o pivô de política de 2024. Combina análise top-down de avaliação e prêmio de risco acionário, estudos históricos de eventos, comparações de lucros, observações de posicionamento, desempenho temático e filtros de empresas privadas chinesas listadas offshore potencialmente afetadas.
Notas metodológicas
Análise top-down de P/E forward de equilíbrio
O relatório estima que as ações chinesas deveriam negociar em um P/E forward de equilíbrio de cerca de 12x, usando variáveis macroeconômicas e de mercado.
Transmissão do choque do petróleo e do RMB para a economia chinesa e exportadores
O relatório acompanha como diversificação energética, capacidade de refino, compensações fiscais, efeitos de tradução cambial e modernização de exportadores podem afetar ações.
Análise histórica de reuniões e chamadas entre Trump e Xi
O relatório compara o desempenho de ações chinesas offshore antes e depois de 19 eventos bilaterais de liderança para contextualizar a possível reunião de setembro.
Comparação do índice de Sharpe do tema Shareholder Returns
O relatório identifica Shareholder Returns como tema de desempenho superior discreto, especialmente em retorno ajustado ao risco.
Mapeamento e comparação de ativos
Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).
- China A sharesExposição preferida à renda variável chinesa; classificação Overweight em relação às ações H offshore.
- Pontos fortes
- Prêmio de risco elevado, juros onshore baixos, forte diferenciação de lucros e spreads de financiamento de swaps potencialmente atrativos.
- Comparação
- Preferidas às ações H offshore, classificadas como Marketweight.
- Riscos
- Aperto financeiro global, demanda doméstica fraca e apoio de política insuficiente.
- Offshore H sharesExposição à renda variável chinesa classificada como Marketweight.
- Pontos fortes
- Menor duração acionária e preços considerados abaixo do valor justo.
- Pontos fracos
- Menos favorecidas que ações A porque o crescimento dos lucros é o principal diferencial de retorno em ambiente de juros altos.
- Comparação
- Marketweight, contra Overweight para ações A.
- Riscos
- Preocupações com saída de capital e tributação sob Announcement #21 podem enfraquecer o sentimento.
- Chinese domestic AI firmsExposição preferida à IA doméstica ligada ao objetivo chinês de autossuficiência tecnológica.
- Pontos fortes
- Superaram exportadores de IA desde junho; lucros de empresas de IA cresceram 40% ano a ano em 1H26.
- Pontos fracos
- O posicionamento permanece concentrado em IA Hard Tech.
- Comparação
- Preferidas com hedge por exportadores chineses de IA.
- Riscos
- Menor velocidade de preço das ações de IA e risco de concentração.
- Chinese AI exportersHedge para a exposição à IA doméstica e possível diferenciação pela sensibilidade ao RMB.
- Pontos fortes
- Lucros dos exportadores cresceram 80% ano a ano em 1H26.
- Pontos fracos
- RMB mais forte pode gerar perdas de tradução e transação.
- Comparação
- Empresas domésticas de IA superaram exportadores de IA desde junho.
- Riscos
- Apreciação do RMB, tarifas e medidas protecionistas.
- Shareholder Returns themeTema de alfa não ligado à IA, apoiado por dividendos e recompras.
- Pontos fortes
- Superou o mercado, especialmente em índice de Sharpe; apoiado por dividendos recordes, recompras com cancelamento e fluxos Southbound.
- Comparação
- Apresentado como vencedor mais discreto frente à operação dominante de IA.
Dados principais
- Previsão para BrentAround US$85/bbl by year-endVisão dos estrategistas de commodities da Goldman Sachs, mesmo se as tensões se estenderem até 2027.
- Rendimento do título soberano chinês de 10 anos1.7%Perto de mínimas históricas e apoiando prêmio de risco elevado para ações A.
- Previsão de USDCNY6.4Esperada nos próximos 12 meses, contra 6.7 atualmente.
- Crescimento das exportações chinesas14.6% year-on-yearCrescimento dos primeiros oito meses que apoia a visão sobre o RMB.
- Crescimento dos lucros de exportadores chineses80% year-on-yearCrescimento em 1H26 citado como compensação para ventos contrários do RMB.
- Recapitalização de bancos e seguradorasUS$54bnDeve fortalecer colchões financeiros e o impulso de crescimento.
- Meta de crescimento do PIB da ChinaAround 4.5%O relatório afirma que apoio fiscal adicional ainda é necessário para atingir a meta de 2026.
- Crescimento dos lucros de empresas chinesas de IA40% year-on-yearCrescimento em 1H26, contra 7% para empresas não ligadas à IA.
- Participação dos lucros ligados à IA no conjunto de lucros das listadas chinesas23%Mostra a crescente importância da IA no conjunto de lucros.
- Atividade de IPO em Hong Kong e ChinaMore than 200 companies and US$77bnNúmero de novas empresas e captação agregada no ano.
Impacto e implicações
A principal implicação de portfólio é diversificar além da concentração em IA Hard Tech mantendo exposição seletiva à IA. O relatório prefere ações A por lucros, avaliação e prêmio de risco, distingue beneficiários de RMB forte de empresas expostas ao vento contrário cambial e aponta retornos aos acionistas, saúde, materiais e IPOs seletivos como fontes de retorno idiossincrático.
Riscos
- Um aperto mais rápido das condições financeiras globais pode pressionar ações asiáticas e chinesas.
- Volatilidade do petróleo e prolongamento das tensões no Oriente Médio continuam sendo riscos macroeconômicos.
- A apreciação do RMB pode prejudicar exportadores via perdas de tradução e transação.
- Tarifas e medidas protecionistas podem trazer riscos esporádicos ao tema estrutural Going Global.
- Preocupações tributárias e de saída de capital ligadas a Announcement #21 podem pesar sobre ativos chineses offshore.
- O relatório vê baixa convicção de que uma reunião Trump-Xi produza avanços significativos.
- Mudanças na política imobiliária podem alongar o ciclo de conversão de caixa de incorporadoras e pressionar finanças locais.
- O posicionamento em IA Hard Tech permanece concentrado e eleva o risco de diversificação.
Pontos a observar
- Se Brent se estabiliza perto da previsão de US$85/bbl para o fim do ano.
- A decisão de setembro do FOMC e a velocidade das altas de juros reais.
- O avanço de USDCNY para a previsão de 12 meses de 6.4 e o efeito sobre exportadores.
- Emissão fiscal, execução de projetos de investimento e apoio ao consumo ou à rede de segurança social necessários para a meta de PIB de cerca de 4.5% em 2026.
- A evolução da possível reunião Trump-Xi em 24 de setembro, especialmente comércio, investimento, regulação de IA, cibersegurança e geopolítica.
- Rentabilidade, recuperação de fluxo de caixa e roteiros de monetização de IA das plataformas de internet offshore.
- Posicionamento em IA Hard Tech e persistência de dividendos, recompras, fluxos Southbound e condições do mercado de IPO.