Advertising agency media-account momentum: As maiores holdings de publicidade estão ganhando participação em mídia, com a Publicis liderando novas receitas líquidas
O primeiro acompanhamento de agências da Goldman Sachs baseado na COMvergence mostra que as três maiores holdings estão conquistando negócios enquanto grupos menores cedem participação. A Publicis tem as novas receitas líquidas mais fortes, apoiando a preferência da instituição por Publicis e Omnicom em vez da WPP, com classificação Sell.
Resumo
O primeiro acompanhamento de agências da Goldman Sachs baseado na COMvergence mostra que as três maiores holdings estão conquistando negócios enquanto grupos menores cedem participação. A Publicis tem as novas receitas líquidas mais fortes, apoiando a preferência da instituição por Publicis e Omnicom em vez da WPP, com classificação Sell.
- Publicis, WPP e Omnicom conquistaram cada uma cerca de $3 billion em novas receitas acumuladas no ano.
- A Publicis registrou as maiores novas receitas líquidas porque suas perdas de contas foram as menores.
- Os ganhos dos três principais grupos vieram principalmente de grupos menores de agências, não uns dos outros.
- Houve 23 movimentações de contas com mais de $100 million de faturamentos.
- A Goldman Sachs elevou o EPS de 2026 da Omnicom em 3% e atualizou seu preço-alvo para $139.
Interpretação do relatório
Visão geral
Esta nota de acompanhamento de dados examina movimentações de contas de mídia acumuladas em 2026 usando dados da COMvergence. A Goldman Sachs conclui que as maiores holdings de publicidade estão ganhando participação à medida que a demanda por escala reforça um mercado de três participantes; a Publicis tem o melhor resultado em novas receitas líquidas, e a Omnicom continua preferida ao seu lado.
Visões principais
A Goldman Sachs introduz um acompanhamento de ganhos e perdas de contas de mídia de agências com base em dados da COMvergence para os primeiros sete meses de 2026. Sua conclusão central é que as três maiores holdings—Publicis, WPP e Omnicom—estão conquistando negócios, enquanto grupos menores de agências estão cedendo participação. A instituição entende que isso sustenta a visão de um mercado de três participantes e de demanda por escala. Os três grupos líderes obtiveram novas receitas brutas amplamente semelhantes, de cerca de $3 billion no acumulado do ano: Publicis ganhou $3.201 billion, WPP $2.915 billion e Omnicom $2.908 billion. A diferenciação está nas perdas. A Publicis perdeu $867 million, gerando novas receitas líquidas de $2.334 billion; a Omnicom perdeu $1.707 billion, restando ganhos líquidos de $1.201 billion; e a WPP perdeu $2.616 billion, restando ganhos líquidos de $299 million. Assim, a Goldman Sachs identifica a Publicis como líder clara em novas receitas líquidas, embora observe que o resultado líquido positivo da WPP no acumulado do ano continua construtivo. A origem dos novos negócios sustenta o argumento de consolidação. Embora algumas grandes contas tenham migrado entre Publicis, WPP e Omnicom, 60% das novas receitas dos grupos líderes vieram de outros grupos de agências. Os dados registraram 23 movimentações de contas acima de $100 million. Entre os exemplos, a Publicis conquistou da Dentsu a conta da Microsoft de $796 million, a WPP conquistou da internalização o negócio global da JLR de $659 million e a Omnicom conquistou da Dentsu a conta da Subway de $278 million. A Goldman Sachs também não encontrou exemplos de grandes agências perdendo contas importantes de mídia para a internalização; a JLR, em vez disso, transferiu negócios internalizados para a WPP. Incluindo Havas e Dentsu, os ganhos de contas totalizaram cerca de $10 billion até julho, apenas cerca de 40% do observado em todo 2025, apesar de o ano já estar mais da metade transcorrido. A instituição alerta que a COMvergence reúne principalmente ganhos e perdas de mídia, não todos os ganhos de agências, e pode deixar de captar movimentações de mídia não divulgadas ou menores. Ela observa especificamente que os ganhos criativos da WPP em 2026 com Henkel e Heineken, e o grande ganho da Publicis em marketing de CRM, podem não estar refletidos. Além disso, faturamentos não se convertem uniformemente em vendas líquidas de agências: a COMvergence reportou $64 billion de faturamentos da WPP em 2025, enquanto a WPP reportou vendas líquidas da WPP Media de aproximadamente $6 billion, implicando conversão média de 9–10%; porém, a Goldman Sachs afirma que essa média histórica não pode necessariamente ser aplicada às novas receitas líquidas acumuladas no ano. A Goldman Sachs entende que a análise apoia sua preferência por Publicis e Omnicom, ambas com classificação Buy. A Publicis tem preço-alvo de 12 meses baseado em DCF de €116, enquanto a Omnicom tem preço-alvo de 12 meses baseado em DCF de $139, elevado de $138. Para a Omnicom, a instituição eleva o EPS de 2026 em 3%, principalmente para refletir menor número de ações, atualiza custos de juros e amortização em linha com as orientações e mantém o EPS de 2027–2029 inalterado em uma descrição; em outra, afirma que o EPS de 2027–2030 muda em <1%. A WPP permanece com classificação Sell e preço-alvo de 12 meses de 240p, embora suas novas receitas líquidas positivas sejam reconhecidas. A Goldman Sachs identifica o resultado da revisão da Coke como o próximo catalisador importante.
Estrutura de análise
A Goldman Sachs usa o registro da COMvergence de ganhos e perdas de contas de mídia para comparar ganhos brutos, perdas e novas receitas líquidas entre grupos de agências, além de examinar a origem das contas conquistadas e movimentações acima de $100 million. A instituição interpreta os resultados considerando as limitações dos dados de faturamento de mídia e atualiza separadamente as premissas de lucro e a avaliação baseada em DCF da Omnicom.
Notas metodológicas
Análise de participação de agências baseada em ganhos e perdas de contas de mídia
O relatório compara movimentações de contas entre grupos grandes e pequenos de agências para avaliar se os negócios estão se concentrando nas maiores holdings.
Preços-alvo de 12 meses baseados em DCF para Publicis e Omnicom
A Goldman Sachs avalia essas empresas descontando fluxos de caixa futuros esperados para derivar seus preços-alvo declarados de 12 meses.
Mapeamento e comparação de ativos
Mapeamento estruturado da tese para ativos nomeados (pontos fortes, pontos fracos, pares e riscos).
- Publicis (PUBP.PA)Holding de agências coberta e nome preferido pela Goldman Sachs devido às maiores novas receitas líquidas acumuladas no ano.
- Pontos fortes
- As maiores novas receitas líquidas, de $2.334bn, impulsionadas pelas menores perdas entre os grupos líderes.
- Comparação
- Os ganhos brutos foram semelhantes aos da WPP e da Omnicom, em torno de $3bn, mas a Publicis teve perdas substancialmente menores.
- Riscos
- Novos negócios líquidos mais fracos que o esperado, menor gasto em publicidade, disrupção por IA generativa, concorrência de empresas de TI e consultoria, pressão sobre margens por reinvestimento e M&A destrutivo de valor.
- Omnicom (OMC)Holding de agências coberta e nome preferido pela Goldman Sachs com classificação Buy.
- Pontos fortes
- $1.201bn de novas receitas líquidas; o EPS de 2026 foi elevado em 3%, principalmente por menor número de ações.
- Comparação
- Suas novas receitas líquidas ficam abaixo das da Publicis, mas acima das da WPP.
- Riscos
- Risco de execução na integração de M&A, menor gasto em marketing, disrupção por IA generativa, volatilidade de FX e pior desempenho em publicidade criativa.
- WPP (WPP.L)Holding de agências coberta; a Goldman Sachs mantém classificação Sell apesar de novas receitas líquidas positivas acumuladas no ano.
- Pontos fortes
- Novas receitas líquidas positivas de $299m e ganho de $659m da JLR vindo da internalização.
- Pontos fracos
- Perdas de $2.616bn reduziram materialmente os ganhos líquidos em relação à Publicis e à Omnicom.
- Comparação
- As novas receitas brutas foram semelhantes às dos outros dois principais grupos, mas as perdas da WPP foram muito maiores.
- Riscos
- Retorno ao crescimento orgânico antes do esperado, mais ganhos materiais de contas, alienações de ativos, novos cortes de custos ou melhora macroeconômica e geopolítica que apoie o crescimento orgânico.
Dados principais
- Novas receitas líquidas da Publicis$2.334bnAté julho de 2026; $3.201bn de ganhos menos $867m de perdas
- Novas receitas líquidas da Omnicom$1.201bnAté julho de 2026; $2.908bn de ganhos menos $1.707bn de perdas
- Novas receitas líquidas da WPP$299mAté julho de 2026; $2.915bn de ganhos menos $2.616bn de perdas
- Movimentações relevantes de contas23Movimentações com faturamentos acima de $100m
- Total de ganhos de contasc.$10bnInclui Havas e Dentsu até julho de 2026, cerca de 40% do nível de todo 2025
- Referência de faturamentos versus vendas líquidas de mídia da WPP$64bn billings versus c.$6bn net salesReferência de 2025 que implica vendas líquidas médias de 9–10% dos faturamentos da COMvergence
- Revisão do EPS de 2026 da Omnicom+3%Reflete principalmente menor número de ações
Impacto e implicações
O relatório argumenta que as tendências de ganhos de contas favorecem as maiores holdings e reforçam uma estrutura de mercado cada vez mais centrada em Publicis, Omnicom e WPP. As menores perdas da Publicis deixam seu negócio líquido novo como o mais forte, e a atualização do modelo da Omnicom sustenta a preferência; os ganhos líquidos positivos da WPP não alteram a postura Sell da Goldman Sachs.
Riscos
- Para a Publicis, novos negócios líquidos mais fracos que o esperado, menor gasto em publicidade, deflação ou desintermediação causada por IA generativa, concorrência de consultoria, maior reinvestimento ou M&A destrutivo de valor podem desafiar a visão.
- Para a WPP, retorno ao crescimento orgânico antes do esperado, novos ganhos materiais de contas, recursos provenientes de alienações de ativos, mais cortes de custos ou melhora do ambiente macroeconômico e geopolítico podem desafiar a visão Sell da Goldman Sachs.
- Para a Omnicom, dificuldades de integração de M&A, redução ou adiamento de gastos de marketing por clientes, disrupção por IA generativa, volatilidade de FX e desempenho mais fraco de publicidade criativa são riscos identificados.
Pontos a observar
- O resultado da revisão da Coke, que a Goldman Sachs identifica como o próximo catalisador importante.
- Novos ganhos e perdas de contas de mídia, especialmente se os ganhos continuarem vindo de grupos menores de agências.
- Se ganhos mais amplos e não relacionados a mídia por agências alteram o quadro apresentado pelos dados da COMvergence.